PCR em Ciência Forense
Gabarito: letra E. A reação em cadeia da polimerase (PCR) revolucionou a genética forense por permitir a amplificação exponencial de uma sequência específica de DNA de forma extremamente rápida e com altíssima sensibilidade, possibilitando a análise de amostras mínimas (ex.: fios de cabelo, manchas de sangue) e a automação de milhares de amostras simultaneamente. Essa capacidade de gerar cópias suficientes de regiões-alvo (como STRs) diretamente do DNA extraído é a razão do seu sucesso na identificação de indivíduos e na resolução de casos criminais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
PCR amplifica DNA, não proteínas ou lipídios. Além disso, exige um molde de DNA para que a polimerase sintetize as novas fitas. A alternativa confunde a natureza da técnica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A PCR depende obrigatoriamente de primers específicos (iniciadores) que hibridizam com a sequência-alvo. A DNA polimerase (ex.: Taq polimerase) não atua espontaneamente sem primers; a reação é dirigida por eles.
Alternativa C — ❌ Incorreta
PCR não promove recombinação genética. Ela apenas replica um fragmento de DNA pré-existente. Recombinação artificial é obtida por técnicas como clonagem molecular ou recombinação homóloga in vitro, não por PCR.
Alternativa D — ❌ Incorreta
PCR padrão amplifica DNA, não RNA. A síntese de RNA mensageiro funcional é feita por transcrição celular ou reações com RNA polimerase. Existe a RT-PCR (transcrição reversa seguida de PCR) para análise de RNA, mas a afirmação é genérica e incorreta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição é precisa: PCR amplifica uma sequência específica de DNA de maneira rápida, sensível e passível de automação, permitindo processar muitas amostras em paralelo. Essa característica é a base de sua aplicação em bancos de perfis genéticos, testes de paternidade e identificação de suspeitos.
Gabarito: letra E