Questão de Criminalística — Vestígios de Interesse Forense — FEPESE 2026
Criminalística›Vestígios de Interesse Forense
Código
qg676249
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Ciências Biológicas
O documento técnico que padroniza e descreve as rotinas laboratoriais é chamado de POPs (Procedimentos Operacionais Padrão).No contexto dos POPs de genética forense, é correto afirmar que:
ATodo o procedimento deverá ser realizado em bancada higienizada com solução de hipoclorito de sódio 10%, com utilização de luvas descartáveis, que deverão ser utilizadas durante toda a coleta.
BVestígios e amostras coletados durante as análises devem ser identificados com códigos ambíguos.
CSe deve fotografar a embalagem, os vestígios e manchas com características de sangue, quando expressamente autorizado pela polícia militar.
DSe deve identificar manchas e deposições compatíveis com vestígios de sangue, e, se devidamente indicado no laudo pré-pericial ao juiz, pode-se usar luz forense.
ETodo vestígio biológico deve ser considerado como potencialmente infectante e equipamentos de proteção individual adequados deverão ser utilizados.
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GabaritoE — Todo vestígio biológico deve ser considerado como potencialmente infectante e equipamentos de proteção individual adequados deverão ser utilizados.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) em Genética Forense
Gabarito: letra E. Todo vestígio biológico deve ser tratado como potencialmente infectante, exigindo o uso de EPIs adequados – princípio fundamental de biossegurança adotado em laboratórios de genética forense, conforme manuais técnicos da área. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou desalinhadas com as boas práticas descritas nos POPs.
A questão testa o conhecimento dos procedimentos operacionais padrão (POPs) aplicados à genética forense, especialmente no que se refere à manipulação de vestígios biológicos e à prevenção de contaminações. O material de apoio reforça diversas recomendações técnicas, como a codificação unívoca, a limpeza de bancadas, a fotografia de vestígios e o uso de luz forense.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que todo o procedimento deve ser realizado em bancada higienizada com solução de hipoclorito de sódio 10%. O material de apoio recomenda a limpeza e desinfecção da bancada, mas não especifica a concentração de hipoclorito de sódio como obrigatória, nem que todo o procedimento ocorra nessa condição (há a prática de forração com papel kraft, por exemplo). A generalização e a precisão numérica tornam a afirmação incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que vestígios e amostras devem ser identificados com códigos ambíguos. O material de apoio é explícito: "cada amostra deve receber uma codificação unívoca" (ou seja, única, não ambígua). Portanto, a troca de "unívoco" por "ambíguo" é o erro central – prática que geraria confusão na cadeia de custódia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que se deve fotografar a embalagem, os vestígios e manchas com características de sangue apenas quando expressamente autorizado pela polícia militar. O material de apoio orienta que a embalagem e o vestígio sejam fotografados como parte do registro de entrada, sem condicionar a autorização externa. A restrição imposta pela alternativa não encontra respaldo nos procedimentos descritos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que se deve identificar manchas compatíveis com sangue e que, se devidamente indicado no laudo pré-pericial ao juiz, pode-se usar luz forense. O material de apoio menciona o uso de luz forense para aumentar o contraste entre suporte e mancha, mas não vincula essa utilização a autorização judicial ou laudo pré-pericial. A inclusão de "laudo pré-pericial ao juiz" é um elemento estranho à rotina laboratorial.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Todo vestígio biológico deve ser considerado como potencialmente infectante e equipamentos de proteção individual adequados deverão ser utilizados" – esta é uma diretriz universal de biossegurança em laboratórios que manipulam material biológico. O material de apoio reforça a necessidade de cuidados com contaminação, uso de luvas descartáveis e outros EPIs, confirmando a correção da afirmação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato na alternativa B trocando "código unívoco" (correto) por "código ambíguo" (incorreto). Fique atento: a codificação deve ser única para garantir a rastreabilidade e evitar trocas de amostras.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre POPs de genética forense, lembre-se sempre dos pilares: biossegurança (EPIs, considerar todo vestígio como infectante), codificação unívoca, fotografia como registro padrão, e uso de luz forense como ferramenta auxiliar – não dependente de autorização externa.