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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
qg676469
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal
Em uma perícia de morte por infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão, o especialista analisa a Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para estabelecer nexo causal, afetando a tipificação como crime continuado.A associação entre coagulação intravascular disseminada e choque séptico, aplicada à elucidação forense, é de que a:
  1. ACID inibida por antibióticos em choque séptico reverte hemorragias consumptivas, permitindo tratamentos precoces para minimizar associações em perícias de infecções hospitalares acidentais.
  2. BCID isolada de choque séptico por ativações virais não bacterianas, focando em viroses para excluir endotoxinas em inquéritos de comorbidades infecciosas não traumáticas.
  3. CCID desencadeada por endotoxinas em choque séptico leva a falências hemorrágicas, auxiliando na comprovação de negligências e autoria em ações penais por sepse criminosa negligenciada.
  4. DCID limitada a tromboses venosas, ignorando hemorragias em choque distributivo, concentrando em coágulos periféricos para negar associações em análises de embolias pós-trauma.
  5. ECID dissociada de choque por mecanismos fibrinolíticos autônomos não sépticos, orientando a dissoluções espontâneas para desconsiderar infecções em contextos de traumas menores.
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GabaritoC — CID desencadeada por endotoxinas em choque séptico leva a falências hemorrágicas, auxiliando na comprovação de negligências e autoria em ações penais por sepse criminosa negligenciada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coagulação Intravascular Disseminada e Choque Séptico na Perícia Forense

Gabarito: letra C. A Coagulação Intravascular Disseminada (CID) no choque séptico é desencadeada por endotoxinas de bactérias Gram-negativas, que ativam a cascata de coagulação de forma generalizada, consumindo fatores de coagulação e plaquetas, resultando em hemorragias (falências hemorrágicas). Esse mecanismo fisiopatológico é central para perícias de homicídio por omissão, pois permite estabelecer o nexo causal entre uma infecção pós-traumática negligenciada e a morte da vítima, auxiliando na comprovação de negligência médica ou hospitalar.

A questão exige conhecimento da associação entre CID e choque séptico, aplicada à elucidação forense. Vamos analisar cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a CID inibida por antibióticos reverte hemorragias consumptivas, permitindo tratamentos precoces. Embora antibióticos possam tratar a sepse, a instalação da CID já promove consumo de fatores e hemorragias; a reversão não é imediata nem garantida. Além disso, o foco em "infecções hospitalares acidentais" desvia da hipótese de omissão criminosa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere CID isolada de choque séptico por ativações virais não bacterianas. Embora vírus possam desencadear CID, a questão trata especificamente de choque séptico pós-traumático, que é tipicamente bacteriano. A exclusão de endotoxinas não se aplica ao cenário de infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta porque descreve com precisão a fisiopatologia: as endotoxinas liberadas por bactérias no choque séptico desencadeiam a CID, que leva a falências hemorrágicas (consumo de fatores de coagulação e plaquetas). Esse conhecimento é usado na perícia para comprovar que a evolução para óbito poderia ter sido evitada com tratamento adequado, caracterizando negligência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a CID se limita a tromboses venosas e ignora hemorragias. Na verdade, a CID clássica cursa com trombose microvascular e, paradoxalmente, hemorragias por consumo de fatores; não há como ignorar as hemorragias. Além disso, o foco em coágulos periféricos para negar associações é incorreto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Dissocia a CID do choque séptico, atribuindo a mecanismos fibrinolíticos autônomos não sépticos. Embora a fibrinólise ocorra na CID, ela não é autônoma nem dissociada da sepse; o choque séptico é uma das principais causas de CID. Desconsiderar a infecção nesse contexto contraria a prática forense.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de Medicina Legal envolvendo sepse e CID, lembre-se da tríade: infecção bacteriana → endotoxinas → ativação da coagulação → consumo de fatores → hemorragias. Esse é o padrão clássico que fundamenta a responsabilidade por omissão.

Gabarito: letra C.

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