Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — FEPESE 2026
Medicina Legal›Sexologia Forense
Código
qg676474
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal
Na sexologia forense, qual é o principal objetivo da avaliação de paraphilias em contextos legais, como em julgamentos de ofensores sexuais?
AOferecer intervenções terapêuticas urgentes para todas as partes afetadas no decorrer das audiências e procedimentos judiciais em curso.
BReunir amostras e provas materiais concretas obtidas imediatamente no local onde ocorreram os incidentes sob investigação.
CEstabelecer a preferência sexual individual como elemento único e decisivo para atribuir responsabilidade em casos criminais.
DIdentificar padrões de comportamento sexual desviantes que possam levar a atos criminosos, aplicando princípios científicos para auxiliar decisões judiciais.
ERealizar diagnósticos abrangentes de condições psiquiátricas amplas que não se concentrem exclusivamente em aspectos da sexualidade humana.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — Identificar padrões de comportamento sexual desviantes que possam levar a atos criminosos, aplicando princípios científicos para auxiliar decisões judiciais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sexologia Forense: Avaliação de Parafilias em Contexto Legal
Gabarito: letra D. A avaliação de parafilias na esfera forense tem como principal objetivo identificar padrões de comportamento sexual desviantes que possam estar associados a atos criminosos, utilizando princípios científicos para subsidiar decisões judiciais. As demais alternativas desviam-se desse propósito central.
A sexologia forense aplica conhecimentos da psicologia e psiquiatria ao Direito. Quando se avalia um ofensor sexual, o perito busca diagnosticar eventuais parafilias (ex.: pedofilia, exibicionismo) e correlacioná-las com o comportamento delitivo, sem substituir a decisão judicial, mas oferecendo subsídios técnicos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Oferecer intervenções terapêuticas urgentes é função clínica, não pericial. No contexto jurídico, o foco é a avaliação diagnóstica e prognóstica, não o tratamento imediato.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reunir provas materiais (vestígios) é tarefa da criminalística (exame de local, coleta de DNA), não da avaliação de parafilias, que é essencialmente psicológica/psiquiátrica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A preferência sexual não é elemento único nem decisivo para atribuir responsabilidade criminal. A imputabilidade penal depende de outros fatores (capacidade de entendimento e autodeterminação). A parafilia pode ser um dado relevante, mas não exclusivo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição é precisa: identificar padrões desviantes, aplicar ciência e auxiliar decisões judiciais. Reflete o papel do perito em sexologia forense: avaliar a existência e a gravidade de parafilias, relacionando-as com o crime, sem invadir a competência do juiz.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diagnósticos psiquiátricos amplos (ex.: transtorno de personalidade, psicose) fogem do foco específico em parafilias. A avaliação pericial em crimes sexuais deve centrar-se nos transtornos da sexualidade.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre objetivos periciais, lembre-se de que o perito não julga nem trata; ele esclarece tecnicamente o juiz. A alternativa que menciona "auxiliar decisões judiciais" é a que melhor descreve a função.