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Questão de Medicina Legal — Asfixiologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalAsfixiologia Forense
Código
qg676476
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal
Em uma investigação criminal de morte em ambiente confinado com sinais de privação de oxigênio, o perito médico-legal classifica a asfixia para determinar intencionalidade, influenciando a qualificação como homicídio ou acidente.A característica das asfixias em contextos forenses, enfatizando sua aplicação na elucidação de crimes violentos, é de:
  1. AAcúmulo de dióxido de carbono sem evidências de obstrução respiratória, focando em hipercapnia isolada para excluir intenções em inquéritos de exposições ambientais não delituosas.
  2. BAlterações circulatórias exclusivas ignorando vias aéreas obstruídas, priorizando falhas cardíacas para minimizar asfixias em análises de mortes por comorbidades crônicas.
  3. CReações alérgicas anafiláticas limitadas a triggers químicos não mecânicos, concentrando em edemas laríngeos para negar homicídios em investigações de intoxicações acidentais.
  4. DProcessos infecciosos pulmonares sem relação com privações externas, orientando a pneumonias para desconsiderar asfixias em contextos de negligências médicas hospitalares.
  5. EPrivação de oxigênio levando a hipóxia fatal com sinais como petéquias e cianose, essencial para diferenciar mecanismos criminosos de causas acidentais em perícias de cenas manipuladas.
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GabaritoE — Privação de oxigênio levando a hipóxia fatal com sinais como petéquias e cianose, essencial para diferenciar mecanismos criminosos de causas acidentais em perícias de cenas manipuladas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asfixiologia Forense – Características das Asfixias

Gabarito: letra E. A asfixia forense é definida pela privação de oxigênio que leva à hipóxia fatal, com sinais típicos como petéquias e cianose, sendo essencial para diferenciar mecanismos criminosos de acidentais (conceito fundamental da Medicina Legal).

A banca testa o conhecimento do conceito central de asfixia em contextos forenses, tentando confundir o candidato com outros quadros clínicos que não se enquadram como asfixia (hipercapnia, alterações circulatórias, anafilaxia, infecções). A alternativa E é a única que descreve corretamente o mecanismo e os sinais clássicos.

Característica

Alternativa A

Alternativa B

Alternativa C

Alternativa D

Alternativa E (Gabarito)

Mecanismo central

Acúmulo de CO₂ (hipercapnia)

Alterações circulatórias exclusivas

Reações alérgicas anafiláticas

Processos infecciosos pulmonares

Privação de O₂ (hipóxia fatal)

Relação com obstrução respiratória

Exclui obstrução

Ignora vias aéreas obstruídas

Limitada a triggers químicos não mecânicos

Sem relação com privações externas

Essencial para diferenciar mecanismos criminosos

Sinais típicos

Não menciona sinais clássicos

Falhas cardíacas

Edemas laríngeos

Pneumonias

Petéquias e cianose

Aplicação forense

Excluir intenções em exposições ambientais não delituosas

Minimizar asfixias em mortes por comorbidades

Negar homicídios em intoxicações acidentais

Desconsiderar asfixias em negligências médicas

Diferenciar causas criminosas de acidentais

Conclusão

❌ Incorreta

❌ Incorreta

❌ Incorreta

❌ Incorreta

✅ Correta

Alternativa A — ❌ Incorreta

Foca em hipercapnia isolada (acúmulo de CO2) e exclui obstrução respiratória, mas a asfixia forense envolve hipóxia (falta de O2), não apenas hipercapnia. Além disso, a obstrução respiratória é um dos principais mecanismos asfíxicos (ex.: oclusão de vias aéreas). A alternativa tenta restringir a asfixia a exposições ambientais não delituosas, ignorando seu papel central em crimes violentos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve alterações circulatórias exclusivas, ignorando vias aéreas obstruídas. Contudo, as asfixias mecânicas (enforcamento, estrangulamento, esganadura) envolvem obstrução das vias respiratórias e/ou compressão cervical, e não meras falhas cardíacas. Minimizar asfixias em mortes por comorbidades não condiz com a prática pericial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Trata de reações alérgicas anafiláticas com edema laríngeo. Embora o edema de glote possa causar asfixia, anafilaxia não é o paradigma da asfixiologia forense. A asfixia forense abrange primariamente mecanismos mecânicos (constrição cervical, oclusão, sufocação) e químicos (gases asfixiantes), não alergias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Relaciona asfixia a processos infecciosos pulmonares (pneumonias). Pneumonia é causa de insuficiência respiratória, mas não se classifica como asfixia no contexto forense, que pressupõe privação externa de oxigênio ou obstrução mecânica. A alternativa tenta desconsiderar asfixias em negligências hospitalares, o que é equivocado.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Define corretamente a asfixia como privação de oxigênio levando a hipóxia fatal, com sinais clássicos como petéquias (hemorragias puntiformes por aumento da pressão venosa) e cianose (coloração azulada por hipoxemia). Essa caracterização é essencial na perícia para distinguir mortes criminosas (ex.: sufocação, estrangulamento) de acidentais, especialmente em cenas manipuladas.

Gabarito: letra E

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