Questão de Medicina Legal — Toxicologia — FEPESE 2026
Medicina Legal›Toxicologia
Código
qg676478
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal
Na necropsia de uma vítima de overdose suspeita de homicídio por administração forçada, o médico-legal coleta amostras para análises, subsidiando a identificação de substâncias letais.A coleta toxicológica na necrópsia médico-legal, frequentemente usada em investigações de envenenamentos criminosos é feita com:
AAnálise de tecidos hepáticos isolados ignorando fluidos corporais, focando em órgãos sólidos para excluir tóxicos em inquéritos de overdoses acidentais hospitalares.
BColeta de bile gástrica limitada a conteúdos digestivos não sistêmicos, concentrando em estômagos para negar distribuições em análises de intoxicações crônicas.
CExame de cabelos postmortem sem integração com amostras agudas, orientando a análises capilares para desconsiderar overdoses em contextos de usos recreativos.
DColeta de sangue femoral e vítreo para dosar tóxicos estáveis pós-morte, essencial para diferenciar consumo voluntário de forçado e qualificar dolo em processos penais por assassinato.
EAmostragem exclusiva de urina tardia sem correções por decomposição, priorizando fluidos periféricos para minimizar contaminações em perícias de dependências químicas não criminosas.
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GabaritoD — Coleta de sangue femoral e vítreo para dosar tóxicos estáveis pós-morte, essencial para diferenciar consumo voluntário de forçado e qualificar dolo em processos penais por assassinato.
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Coleta toxicológica na necrópsia médico-legal
Gabarito: Letra D. Em casos de suspeita de homicídio por administração forçada de substância tóxica, a coleta padronizada na medicina legal é de sangue femoral e humor vítreo, por serem amostras periféricas que resistem melhor à putrefação e permitem dosagem confiável de tóxicos pós-morte, auxiliando na distinção entre consumo voluntário e administração forçada, além de qualificar o dolo em processos penais.
A questão cobra o conhecimento dos locais de coleta mais adequados para análise toxicológica em necropsias forenses. As demais alternativas apresentam amostras inadequadas ou incompletas para o objetivo proposto.
1Sangue femoralPeriférico, menos redistribuição
2Humor vítreoIsolado, resiste à putrefação
3Dosagem estávelTóxico pós-morte confiável
4Distinção penalConsumo voluntário × forçado
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Foca exclusivamente em tecido hepático, ignorando fluidos corporais. O fígado pode sofrer redistribuição post mortem e não reflete a concentração sanguínea no momento da morte; a análise isolada de órgãos sólidos é insuficiente para determinar a causa da overdose.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Limita-se à bile e conteúdo gástrico, que são amostras regionais e não representam a distribuição sistêmica do tóxico. A bile pode ser útil em alguns casos, mas não substitui a análise de sangue periférico para quantificação da substância.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cabelo é útil para exposição crônica, não para eventos agudos. Em uma overdose suspeita de homicídio, a análise capilar não capta a administração recente e, portanto, não é adequada para esse contexto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Sangue femoral e humor vítreo são amostras de escolha: o sangue periférico (femoral) sofre menos influência da redistribuição post mortem que o sangue central; o humor vítreo é isolado e resiste à putrefação. Permitem dosagem estável de tóxicos e são fundamentais para diferenciar uso voluntário de administração forçada, auxiliando na tipificação penal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Urina isolada é inadequada porque sua concentração varia com a hidratação e pode ser contaminada por decomposição. Além disso, a urina não reflete a concentração sanguínea no momento da morte, sendo insuficiente para o fim proposto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o candidato a escolher amostras como fígado, bile, cabelo ou urina, que têm aplicações específicas mas não são as ideais para uma overdose aguda suspeita de homicídio. Lembre-se: sangue periférico (femoral) e humor vítreo são o padrão-ouro para dosagem post mortem de tóxicos.