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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
qg676512
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal (Psiquiatrica)
Durante a necropsia em um caso de morte hospitalar suspeita de negligência criminal após trauma, o médico-legal identifica falências orgânicas para inferir causalidade iatrogênica, afetando a tipificação como homicídio culposo.Nesses casos, a síndrome da falência múltipla de órgãos, comum em investigações de erros médicos fatais, é caracterizada por:
  1. AReação autoimune localizada induzindo colapsos parciais sem progressões múltiplas, focando em anticorpos para excluir sepse em inquéritos de complicações pós-cirúrgicas acidentais.
  2. BDisfunção progressiva de dois ou mais órgãos por resposta inflamatória sistêmica, crucial para provar sepse negligenciada e qualificar omissões em ações penais por falhas assistenciais.
  3. CFalha isolada de um órgão principal por sobrecargas metabólicas não inflamatórias, priorizando insuficiências renais para minimizar sistêmicas em perícias de tratamentos inadequados não criminosos.
  4. DAlteração hemodinâmica reversível por fluidos intravenosos ignorando disfunções orgânicas, concentrando em reposições para negar falências em análises de protocolos hospitalares.
  5. EPatologia genética rara causando deficiências enzimáticas sem respostas inflamatórias, orientando a heranças para desconsiderar negligências em contextos de atendimentos emergenciais.
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GabaritoB — Disfunção progressiva de dois ou mais órgãos por resposta inflamatória sistêmica, crucial para provar sepse negligenciada e qualificar omissões em ações penais por falhas assistenciais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome da falência múltipla de órgãos (MODS) - Tanatologia Forense

Gabarito: alternativa B. A síndrome da falência múltipla de órgãos (MODS) é definida como a disfunção progressiva de dois ou mais sistemas orgânicos, geralmente desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica (SIRS), sendo a sepse a causa mais frequente. Essa caracterização é central nas investigações de erros médicos fatais, pois permite estabelecer nexo causal entre a conduta negligente e o óbito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Descreve uma "reação autoimune localizada" que induz colapsos parciais sem progressão múltipla. Isso não corresponde à MODS, que é sistêmica e progressiva. A MODS não é autoimune nem localizada; é consequência de uma inflamação generalizada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Corretamente define MODS como "disfunção progressiva de dois ou mais órgãos por resposta inflamatória sistêmica". Essa definição é precisamente o conceito aceito na medicina e na tanatologia forense. A associação com sepse negligenciada e ações penais por falhas assistenciais contextualiza a relevância pericial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma tratar-se de "falha isolada de um órgão principal" e sem componente inflamatório. A MODS envolve múltiplos órgãos e está intimamente ligada à inflamação sistêmica. Uma falha isolada, como insuficiência renal isolada, não configura MODS.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve "alteração hemodinâmica reversível por fluidos intravenosos ignorando disfunções orgânicas". Isso não é MODS; na verdade, descreve um efeito terapêutico (ressuscitação volêmica) que não define a síndrome. A MODS não é reversível apenas com fluidos e envolve disfunções orgânicas que não são ignoradas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cita "patologia genética rara causando deficiências enzimáticas sem respostas inflamatórias". MODS não é uma doença genética, mas sim uma síndrome adquirida após insultos como sepse, trauma ou queimaduras. A ausência de resposta inflamatória contradiz a fisiopatologia clássica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre MODS, lembre-se dos três pilares: (1) dois ou mais órgãos, (2) disfunção progressiva, (3) desencadeada por resposta inflamatória sistêmica (SIRS). Na tanatologia forense, é fundamental para vincular a morte à sepse ou outras causas sistêmicas em casos de erro médico.

Gabarito: alternativa B.

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