Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FEPESE 2026
Medicina Legal›Traumatologia Forense
Código
qg676523
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal (Psiquiatrica)
Durante a necropsia em um caso de morte infantil suspeita de espancamento, o médico-legal analisa radiografias para inferir lesões antigas, afetando a reconstrução cronológica do abuso.O achado radiológico característico da síndrome da criança espancada, comum em investigações de infanticídio, é de:
ACalcificações lineares uniformes sugerindo lesões únicas acidentais, priorizando consolidações rápidas para minimizar repetições em perícias de quedas domésticas isoladas.
BFraturas metafisárias em estágios de consolidação variados indicando traumas repetidos, crucial para comprovar ciclos abusivos e qualificar dolo em ações penais por homicídio doloso.
CAnomalias congênitas ósseas sem evidências de traumas acumulados, focando em malformações genéticas para excluir abusos em inquéritos de síndromes hereditárias.
DEdemas periosteais agudos limitados a eventos recentes não crônicos, concentrando em inflamações passageiras para negar padrões em análises de contusões superficiais.
EDeslocamentos articulares espontâneos por hiperatividade infantil sem fraturas, orientando a mobilidades excessivas para desconsiderar violências em contextos de recreações.
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GabaritoB — Fraturas metafisárias em estágios de consolidação variados indicando traumas repetidos, crucial para comprovar ciclos abusivos e qualificar dolo em ações penais por homicídio doloso.
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Síndrome da Criança Espancada – Achado Radiológico Clássico
Gabarito: letra B. O achado radiológico característico da síndrome da criança espancada (battered child syndrome) são as fraturas metafisárias em diferentes estágios de consolidação, que evidenciam traumas repetidos ao longo do tempo. Esse padrão é crucial para a reconstrução cronológica do abuso e para qualificar o dolo em ações penais por homicídio doloso no contexto de infanticídio.
A banca testa o conhecimento do sinal patognomônico da síndrome: fraturas em galho verde, fraturas metafisárias (também chamadas de fraturas em canto de mesa ou em alça de balde) e a presença de múltiplas fraturas em variados estágios de consolidação. Esses achados indicam violência repetida e não acidental.
Síndrome da criança espancada
1Achado radiológico clássico
Fraturas metafisárias
Estágios variados de consolidação
Evidencia traumas repetidos
2Outras fraturas comuns
Galho verde
Canto de mesa / alça de balde
3Diagnóstico diferencial
Calcificações uniformes (trauma único)
Anomalias congênitas
Edema periosteal agudo isolado
Luxações espontâneas
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Calcificações lineares uniformes são típicas de consolidação de fraturas únicas acidentais, não do padrão de traumas repetidos. A síndrome da criança espancada cursa com fraturas em diferentes estágios, não com calcificações uniformes.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o descrito: fraturas metafisárias em estágios variados de consolidação, comprovando ciclos abusivos. Esse é o marcador radiológico clássico da síndrome, amplamente descrito na literatura de Medicina Legal e Traumatologia Forense.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Anomalias congênitas ósseas (como más-formações genéticas) não são decorrentes de trauma e não têm relação com abuso infantil. A síndrome da criança espancada é traumática, não congênita.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Edemas periosteais agudos podem ocorrer em traumas recentes, mas não são específicos para traumas repetidos. Na síndrome, o periostite pode estar presente, mas o que a caracteriza são as fraturas metafisárias em diferentes fases de cicatrização.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Deslocamentos articulares espontâneos (luxações) não são típicos da síndrome; as lesões principais são fraturas ósseas, especialmente metafisárias. A hiperatividade infantil não justifica fraturas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato confundir o achado radiológico clássico com outras lesões ósseas. O erro comum é associar a síndrome a calcificações lineares (alternativa A) ou a edemas periosteais (alternativa D), mas o padrão-ouro são as fraturas metafisárias em múltiplos estágios. Lembre-se: o que indica abuso repetido é a variedade de estágios de consolidação em fraturas localizadas nas metáfises.