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Questão de Medicina Legal — Psiquiatria Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalPsiquiatria Forense
Código
qg676526
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal (Psiquiatrica)
Em um inquérito de fraude com alegação de depressão incapacitante, o perito detecta dissimulação para evitar responsabilidades penais, impactando a validade da defesa.Assinale a alternativa correta sobre o manejo conceitual da dissimulação em psicopatologia forense, aplicado à investigação criminal.
  1. AAceitação de autodescrições depressivas sem verificações de inconsistências, orientando a relatos emocionais para confirmar incapacidades em perícias de evasões fiscais.
  2. BPriorização de neuroimagem funcional isolada ignorando avaliações comportamentais, concentrando em ativações cerebrais para validar dissimulações em inquéritos de corrupções.
  3. CUso de instrumentos como Miller Forensic Assessment of Symptoms Test (M-FAST) para revelar minimização de sintomas funcionais, permitindo expor encobrimentos e fortalecer acusações em casos de simulações processuais.
  4. DExclusão de confrontações clínicas limitando a observações passivas, focando em sessões não interventivas para acelerar laudos em investigações de lavagens monetárias.
  5. EÊnfase em contextos socioeconômicos externos sem análise intrapessoal, direcionando a pressões financeiras para desconsiderar fingimentos em contextos de crimes econômicos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Uso de instrumentos como Miller Forensic Assessment of Symptoms Test (M-FAST) para revelar minimização de sintomas funcionais, permitindo expor encobrimentos e fortalecer acusações em casos de simulações processuais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dissimulação em Psicopatologia Forense

Gabarito: C. A dissimulação caracteriza-se pela intenção de esconder ou minimizar sintomas reais, diferindo da simulação (fingir perturbação inexistente) e da metassimulação (exagerar manifestações reais). O uso de instrumentos como o M-FAST pode auxiliar na detecção de minimização de sintomas funcionais, permitindo expor encobrimentos e fortalecer acusações em casos de simulações processuais — o que está conceitualmente alinhado com o manejo da dissimulação.

O fragmento do conteúdo de apoio diferencia os conceitos:

“Na letra 'A', sendo a intenção de esconder, estamos diante de uma dissimulação. Na simulação temos o fingimento da perturbação e na metassimulação, temos o exagero das manifestações reais.”

A questão cobra a aplicação correta desses conceitos no contexto de um inquérito de fraude com alegação de depressão incapacitante.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Aceitar autodescrições depressivas sem verificar inconsistências contraria o princípio da perícia crítica. A dissimulação exige confrontação clínica e busca de contradições, não aceitação passiva.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Priorizar neuroimagem funcional isolada, ignorando avaliações comportamentais, é metodologicamente inadequado. A dissimulação é um fenômeno comportamental que requer análise clínica integrada; exames complementares são coadjuvantes, não substitutos.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O M-FAST é um instrumento validado para detectar exageros ou minimizações de sintomas. Embora originalmente focado em simulação, sua aplicação pode revelar minimização (dissimulação), como descrito na alternativa. A redação da banca considera que ele "revela minimização de sintomas funcionais, permitindo expor encobrimentos", o que se encaixa no manejo da dissimulação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Excluir confrontações clínicas e limitar-se a observações passivas reduz a sensibilidade para detectar dissimulação. A abordagem ativa (confrontação, entrevista estruturada) é essencial em psicopatologia forense.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Ênfase exclusiva em contextos socioeconômicos externos, sem análise intrapessoal, desconsidera a avaliação clínica individual necessária para identificar dissimulação. Fatores externos podem ser relevantes, mas não substituem a investigação direta do examinando.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre dissimulação (esconder) e simulação (fingir). A alternativa C menciona o M-FAST, instrumento comumente associado à simulação, mas a questão o adapta para o contexto da minimização (dissimulação). É essencial compreender a diferença conceitual e lembrar que o mesmo instrumento pode ser usado para ambas as finalidades, desde que interpretado adequadamente.

Gabarito: letra C.

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