Questão de Medicina Legal — Psiquiatria Forense — FEPESE 2026
Medicina Legal›Psiquiatria Forense
Código
qg676531
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Legal (Psiquiatrica)
Em uma perícia de vítimas de tortura em contexto criminal, o especialista avalia transtornos do estressepós-traumáticos (TEPT) para qualificar danos morais e agravantes.A integração conceitual da psiquiatria forense em vítimas de trauma, aplicada à elucidação forense, fundamenta-se na(o):
ANegação de impactos duradouros em relatos iniciais sem critérios padronizados, orientando a sintomas transitórios para minimizar danos em inquéritos de agressões leves.
BDiagnóstico de TEPT via critérios DSM-5 para documentar sequelas psíquicas, auxiliando na comprovação de crueldade e indenizações em processos por crimes hediondos.
CÊnfase em exames físicos isolados ignorando mentais, priorizando lesões corporais para excluir psíquicas em perícias de violências não letais.
DExclusão de testemunhos corroborativos limitando a autorrelatos, focando em narrativas isoladas para simplificar laudos em investigações de maus-tratos.
EInvestigação de resiliências inatas sem intervenção diagnóstica, direcionando a forças pessoais para desconsiderar transtornos em contextos de crimes continuados.
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GabaritoB — Diagnóstico de TEPT via critérios DSM-5 para documentar sequelas psíquicas, auxiliando na comprovação de crueldade e indenizações em processos por crimes hediondos.
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Psiquiatria Forense em Vítimas de Trauma
Gabarito: letra B. A integração conceitual da psiquiatria forense em vítimas de trauma baseia-se no diagnóstico de TEPT pelos critérios do DSM-5, documentando sequelas psíquicas para comprovação de crueldade e indenizações em crimes hediondos. As demais alternativas distorcem ou negligenciam a correta avaliação psiquiátrica forense.
A perícia em vítimas de tortura exige avaliação criteriosa dos danos psíquicos, utilizando instrumentos padronizados como o DSM-5 para estabelecer o nexo causal e a gravidade dos sintomas. O contexto fornecido destaca a importância de valorizar os antecedentes, as lesões, e os danos psíquicos, além de considerar as dificuldades inerentes à inexistência de padrão clínico habitual e à possibilidade de simulação. A alternativa B reflete essa abordagem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que se devem negar impactos duradouros em relatos iniciais sem critérios padronizados, orientando a sintomas transitórios para minimizar danos. Isso contraria a boa prática pericial, que deve valorizar todos os elementos e aplicar critérios objetivos como os do DSM-5. A minimização de danos não é função do perito.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta porque o diagnóstico de TEPT pelos critérios DSM-5 é o fundamento para documentar sequelas psíquicas, auxiliando na comprovação de crueldade (elemento do crime hediondo) e na fixação de indenizações. A psiquiatria forense integra-se ao processo legal exatamente por fornecer esse diagnóstico padronizado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe ênfase em exames físicos isolados, ignorando aspectos mentais. A perícia completa deve considerar tanto lesões corporais quanto danos psíquicos, conforme orientação do contexto sobre a necessidade de examinar e valorizar os danos psíquicos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Defende a exclusão de testemunhos corroborativos, limitando-se a autorrelatos. A perícia deve considerar todas as fontes de informação (testemunhos, documentos, exames) para formar um laudo robusto. Isolar-se em narrativas simplifica indevidamente a avaliação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Foca em resiliências inatas sem intervenção diagnóstica, desconsiderando transtornos. A psiquiatria forense não se destina a investigar resiliências, mas a diagnosticar e documentar transtornos decorrentes do trauma, mesmo que haja fatores de resiliência.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de psiquiatria forense, lembre-se de que o perito deve usar critérios diagnósticos padronizados (DSM-5 ou CID) para estabelecer o nexo causal e a gravidade dos sintomas. Alternativas que minimizam ou ignoram o dano psíquico, ou que propõem métodos não padronizados, estão quase sempre incorretas.