Sigilo profissional na perícia médico-legal
Gabarito: letra E. O sigilo profissional do médico-legista é a regra: ele deve manter confidencialidade sobre as informações obtidas durante a perícia, exceto quando requisitado por autoridade competente (juiz, delegado, Ministério Público) para subsidiar a investigação criminal. Essa obrigação garante a integridade da prova e protege a dignidade da vítima, conforme os princípios do Código de Ética Médica e do Código de Processo Penal.
A banca testa o conhecimento sobre os limites do sigilo na perícia criminal: ele não é absoluto nem inexistente, mas condicionado à requisição de autoridade competente.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o médico pode ignorar o sigilo em casos de suspeita de simulação de crime. Isso é falso: o sigilo não é afastado por suspeita de simulação; o perito deve realizar a análise objetiva mantendo a confidencialidade, salvo requisição judicial. A alternativa erra ao sugerir desconsideração das restrições éticas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que há compartilhamento público de laudos para transparência social, autorizando divulgação ampla sem filtros legais. Isso contraria o sigilo: laudos periciais são documentos sigilosos, acessíveis apenas às partes e autoridades competentes, não ao público em geral.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma exclusão do sigilo em perícias administrativas não judiciais, permitindo ao perito ignorar obrigações de reserva. Incorreto: o sigilo profissional também se aplica a perícias administrativas, e o perito não pode ignorá-lo. A quebra só ocorre por determinação de autoridade competente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o perito pode revelar dados irrestritos a familiares sem autorização judicial. Falso: familiares não têm acesso automático aos laudos; a quebra do sigilo depende de requisição oficial. Essa conduta violaria a preservação das evidências e a privacidade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que o sigilo é obrigatório, mas pode ser excepcionado quando requisitado por autoridade competente. Isso é exatamente o que ocorre na prática: o médico-legista preserva o sigilo, mas compartilha achados com juízes e delegados para subsidiar a acusação, garantindo a integridade da prova em crimes sexuais.
Gabarito: letra E.