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Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalTraumatologia Forense
Código
qg676572
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Veterinária
Durante perícia em animal com lesões contusas, o médico-veterinário deve classificar as infiltrações hemorrágicas para estabelecer a cronologia do trauma e o nexo causal. A correta denominação técnica é fundamental para a validade do laudo.Segundo a patologia forense, define-se corretamente:
  1. AEquimose: infiltração sanguínea tecidual sem relevo, cujas alterações cromáticas permitem estimar o tempo decorrido desde o trauma.
  2. BAs petéquias são coleções sanguíneas de grande volume que promovem o afastamento dos tecidos e relevo cutâneo, sendo o principal indício de grandes rupturas arteriais por instrumentos perfurantes.
  3. CO termo púrpura é utilizado na perícia veterinária exclusivamente para descrever lesões causadas por queimaduras térmicas de terceiro grau, onde há carbonização da epiderme.
  4. DHematoma: coleção sanguínea volumosa com relevo cutâneo, sendo o achado patognomônico de asfixias mecânicas por impedimento da mecânica respiratória.
  5. ESufusão: pequenos pontos hemorrágicos puntiformes, do tamanho de cabeças de alfinete, que surgem exclusivamente em casos de envenenamento por rodenticidas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Equimose: infiltração sanguínea tecidual sem relevo, cujas alterações cromáticas permitem estimar o tempo decorrido desde o trauma.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de lesões contusas: infiltrações hemorrágicas

Gabarito: letra A. A equimose é a infiltração sanguínea no tecido sem relevo, cujas alterações cromáticas (do vermelho ao amarelo) permitem estimar o tempo decorrido desde o trauma – definição clássica e correta. As demais alternativas trocam conceitos fundamentais da patologia forense.

A questão testa a nomenclatura precisa das coletas sanguíneas extravasculares, assunto clássico em traumatologia forense. Vejamos cada alternativa:

Infiltração Hemorrágica

Definição Correta (Patologia Forense)

Característica Principal

Erro Comum na Alternativa

Equimose

Infiltração sanguínea tecidual sem relevo

Alterações cromáticas permitem estimar o tempo do trauma

(Alternativa A – correta)

Petéquia

Pequenos pontos hemorrágicos puntiformes (≤ 2 mm)

Achado clássico em asfixias mecânicas

Alternativa B a descreve como coleção volumosa com relevo (na verdade, é hematoma)

Púrpura

Hemorragias puntiformes de 2–10 mm

Causada por vasculites, coagulopatias, asfixias; não é exclusiva de queimaduras

Alternativa C a associa exclusivamente a queimaduras de terceiro grau

Hematoma

Coleção sanguínea volumosa com relevo cutâneo

Resulta de ruptura vascular significativa; não é patognomônico de asfixias

Alternativa D o considera patognomônico de asfixias (o correto são petéquias)

Sufusão

Equimose extensa e superficial (sem relevo)

Termo menos usado; não é exclusivo de envenenamento por rodenticidas

Alternativa E a descreve como pontos puntiformes (na verdade, são petéquias)

1Sem relevo
Equimose (cromatismo → data)
Sufusão (extensa, superficial)
2Com relevo
Hematoma (volumoso, coleção)
3Puntiformes
Petéquia (≤ 2 mm)
Púrpura (2–10 mm)
Infiltrações hemorrágicas
LEVELsoulevel.com.br
Infiltrações hemorrágicas: Sem relevo (Equimose (cromatismo → data), Sufusão (extensa, superficial)); Com relevo (Hematoma (volumoso, coleção)); Puntiformes (Petéquia (≤ 2 mm), Púrpura (2–10 mm))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Define exatamente a equimose: infiltração hemorrágica em tecidos moles, sem elevação da pele, e cuja evolução cromática (de vermelho-arroxeado a esverdeado e amarelado) é usada para aproximar a data da lesão. É a definição padrão adotada em medicina legal e veterinária forense.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inverte as definições: petéquias são pequenos pontos hemorrágicos puntiformes (como cabeças de alfinete), e não coleções volumosas com relevo. O texto descreve, na verdade, um hematoma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o volume da petéquia pelo do hematoma. O candidato que lembra que petéquia é pequena (≤ 2 mm) e hematoma é volumoso (com relevo) escapa do erro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Púrpura não é termo exclusivo para queimaduras térmicas de terceiro grau. Na Medicina Legal, púrpura designa hemorragias puntiformes de maior diâmetro (2–10 mm) e pode ser causada por diversos mecanismos (vasculites, coagulopatias, asfixias). Associá-la exclusivamente à carbonização da epiderme é um erro grosseiro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Hematoma é, de fato, uma coleção sanguínea volumosa com relevo, mas não é patognomônico de asfixias mecânicas. O sinal clássico de asfixia são as petéquias (principalmente na face e conjuntivas), e não o hematoma. A alternativa confunde dois achados distintos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A descrição de pontos hemorrágicos puntiformes é a definição de petéquias, e não de sufusão. Sufusão é um termo menos usado, que pode designar equimoses extensas e superficiais (sem relevo). Além disso, a alternativa afirma que surge "exclusivamente em casos de envenenamento por rodenticidas", o que é falso – petéquias e sufusões têm múltiplas causas.

PEGA ESSA DICA!

Memorize a escala crescente de tamanho: petéquia (≤ 2 mm) → púrpura (2–10 mm) → equimose (> 10 mm, sem relevo) → hematoma (coleção volumosa com relevo). A evolução cromática é típica da equimose.

Gabarito: letra A

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