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Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalTraumatologia Forense
Código
qg676579
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Medicina Veterinária
Em investigação de óbito animal por suspeita de agressão física, o médico-veterinário realiza necropsia para determinar o nexo causal. Durante a análise das lesões traumáticas, a diferenciação técnica entre reações vitais (ante-mortem) e alterações artefatuais ou post-mortem é crucial.Para essa distinção, integrando achados macroscópicos e microscópicos, o perito deve fundamentar-se prioritariamente no seguinte critério:
  1. AIdentificação de reação inflamatória microscópica ou macroscópica, como infiltrado leucocitário marginal e fibrina aderida, evidenciando resposta biológica ativa do organismo ao trauma.
  2. BPresença de hemorragia macroscópica nos tecidos moles, visto que o extravasamento sanguíneo cessa obrigatoriamente com a parada circulatória, impossibilitando infiltração hemática post-mortem.
  3. CAvaliação do rigor mortis e da temperatura retal, que permitem inferir a vitalidade da lesão independentemente da análise histopatológica dos tecidos atingidos.
  4. DObservação de congestão visceral generalizada e enfisema pulmonar, achados patognomônicos de trauma ante-mortem que não ocorrem durante os processos de autólise ou putrefação.
  5. EAusência de calo ósseo em fraturas, indicando conclusivamente que a lesão ocorreu no período peri-mortem ou post-mortem, dispensando exames laboratoriais complementares para confirmação.
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GabaritoA — Identificação de reação inflamatória microscópica ou macroscópica, como infiltrado leucocitário marginal e fibrina aderida, evidenciando resposta biológica ativa do organismo ao trauma.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diferenciação entre reações vitais e alterações post-mortem em necropsia veterinária forense

Gabarito: Alternativa A. O critério prioritário para distinguir lesões ante-mortem de artefatos post-mortem é a presença de reação inflamatória microscópica ou macroscópica (infiltrado leucocitário marginal, fibrina aderida), que evidencia resposta biológica ativa do organismo ao trauma. A inflamação exige circulação sanguínea e metabolismo celular, sendo possível apenas em vida. Esse é o fundamento clássico da traumatologia forense e da tanatologia.

A banca testa o conhecimento dos sinais de vitalidade das lesões. A alternativa A descreve corretamente o achado histopatológico decisivo. As demais alternativas contêm erros conceituais.

Critério de Diferenciação

Reação Inflamatória (Micro/Macro)

Hemorragia Macroscópica

Rigor Mortis / Temperatura Retal

Congestão Visceral / Enfisema

Ausência de Calo Ósseo

Fundamento

Resposta biológica ativa (leucócitos, fibrina)

Extravasamento sanguíneo

Parâmetros tanatológicos

Sinais de trauma vital

Indicador de tempo de lesão

Validade para vitalidade

✅ Prova definitiva (depende de circulação e metabolismo)

❌ Pode ocorrer post-mortem (gravidade, manipulação)

❌ Não diferencia vitalidade da lesão

❌ Não são patognomônicos (ocorrem em autólise/putrefação)

❌ Não é conclusivo (peri ou post-mortem)

Exigência de análise

Microscópica (histopatologia) essencial

Macroscópica apenas

Macroscópica (sem histopatologia)

Macroscópica

Macroscópica (dispensa exames)

Confiabilidade

Alta (padrão-ouro)

Baixa (inespecífico)

Nula para o fim proposto

Baixa (falso-positivo)

Muito baixa (inconclusivo)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A reação inflamatória (infiltrado leucocitário, fibrina, edema, hiperemia ativa) é o sinal mais confiável de que a lesão ocorreu enquanto o organismo estava vivo. O processo inflamatório depende de perfusão sanguínea e resposta imune, fenômenos ausentes após a morte. A identificação de leucócitos marginais e deposição de fibrina no local da agressão é, portanto, prova definitiva de vitalidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o extravasamento sanguíneo cessa obrigatoriamente com a parada circulatória, impossibilitando hemorragia post-mortem. Isso é falso: hemorragias podem ocorrer post-mortem por ação da gravidade, deslocamento de coágulos ou manipulação do cadáver (infiltração hemática passiva). A presença de hemorragia macroscópica não diferencia, por si só, lesão vital de artefato; o coágulo retraído e a infiltração tecidual ativa são mais específicos. O erro está em considerar a hemorragia como critério exclusivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe avaliar rigor mortis e temperatura retal para inferir vitalidade da lesão, independentemente de análise histopatológica. O rigor mortis e a temperatura cadavérica são parâmetros de estimativa do tempo de morte (tanatologia), e não permitem diferenciar se uma lesão específica foi produzida antes ou depois da morte. Lesões post-mortem podem ser confundidas com vitais por esses métodos grosseiros. A análise microscópica é indispensável.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Considera congestão visceral generalizada e enfisema pulmonar como achados patognomônicos de trauma ante-mortem. Congestão visceral e enfisema pulmonar são inespecíficos e podem ocorrer em diversas causas de morte (natural, asfixia, putrefação). Não são patognomônicos de trauma vital. O enfisema pulmonar, por exemplo, é comum em afogamento e em processos de decomposição. A afirmativa é exagerada e incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a ausência de calo ósseo em fraturas indica conclusivamente lesão peri ou post-mortem, dispensando exames complementares. O calo ósseo leva dias a semanas para se formar; sua ausência em uma fratura recente (minutos a horas antes da morte) é esperada e não diferencia lesão vital de post-mortem. Fraturas peri-mortem (próximas à morte) também não apresentam calo. Portanto, a ausência de calo não é conclusiva e não dispensa histopatologia.

Gabarito: Alternativa A.

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