Entomologia Forense – Técnicas de Identificação de Larvas de Diptera
Gabarito: letra C. A identificação precisa de estágios larvais da ordem Diptera em contexto forense pode ser realizada por análise morfológica e, quando necessário, complementada por técnicas genéticas (moleculares), aumentando a confiabilidade do laudo pericial.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a análise genética é dispensável e basta a avaliação visual. Embora a morfologia seja suficiente em muitos casos, espécies crípticas ou estágios imaturos muito semelhantes exigem técnicas moleculares para diferenciação. A genética não é dispensável quando há dúvida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que larvas de todas as espécies de Diptera apresentam morfologia idêntica, dificultando a individualização. Na verdade, a morfologia larval é variável entre espécies e até entre instares, sendo a base da identificação entomológica. A afirmação é uma generalização falsa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reconhece que técnicas morfológicas e genéticas podem ser complementares para aumentar a precisão da identificação. É exatamente o que a prática forense recomenda: a morfologia fornece a primeira triagem, e a genética (sequenciamento de DNA, por exemplo) confirma ou resolve casos duvidosos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que métodos entomológicos não são reconhecidos judicialmente no Brasil. Isso é falso: a entomologia forense é amplamente aceita como prova pericial, especialmente para estimativa do intervalo pós-morte (IPM).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Considera o reconhecimento do estágio larval irrelevante para o laudo pericial final. Na verdade, o estágio larval é crucial para determinar o tempo de desenvolvimento e, consequentemente, o intervalo pós-morte, sendo peça central na análise entomológica.
Portanto, a alternativa correta é a letra C.