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Questão de Medicina Legal — Toxicologia — FEPESE 2026

Medicina LegalToxicologia
Código
qg676632
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Química
No âmbito da toxicologia forense, a classificação toxicológica de uma substância constitui um elemento estruturante para a interpretação integrada dos achados laboratoriais, dos efeitos observados em matrizes biológicas e do contexto de exposição investigado. Tal classificação não se restringe à rotulagem da substância, mas orienta decisões analíticas e interpretativas ao longo da investigação pericial.Nesse contexto, a classificação toxicológica é particularmente relevante porque:
  1. APossibilita a correlação entre mecanismos de ação, vias potenciais de exposição, manifestações toxicológicas esperadas e avaliação de risco associada à substância analisada.
  2. BConfere respaldo técnico suficiente para a conclusão pericial, ainda que os achados laboratoriais sejam limitados ou inconclusivos.
  3. CDefine, de forma prioritária, as técnicas analíticas a serem empregadas, independentemente da matriz biológica envolvida.
  4. DPermite inferir a gravidade da exposição a partir da identificação qualitativa da substância, mesmo na ausência de dados quantitativos.
  5. EMinimiza a interferência da matriz biológica na interpretação dos resultados analíticos, ao enquadrar a substância em uma classe toxicológica.
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GabaritoA — Possibilita a correlação entre mecanismos de ação, vias potenciais de exposição, manifestações toxicológicas esperadas e avaliação de risco associada à substância analisada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação Toxicológica na Toxicologia Forense

Gabarito: letra A. A classificação toxicológica é relevante porque integra mecanismos de ação, vias de exposição, manifestações esperadas e avaliação de risco, conforme o enunciado e o contexto da toxicologia que relaciona essas variáveis. As demais alternativas apresentam afirmações excessivas ou equivocadas sobre o papel da classificação.

A questão testa a compreensão do papel da classificação toxicológica no âmbito pericial. A toxicologia forense utiliza a classificação para orientar a interpretação dos achados, mas ela não substitui dados laboratoriais, não define técnicas independentemente da matriz, não permite inferir gravidade apenas qualitativamente e não minimiza interferências da matriz.

Aspecto

Alternativa A (Correta)

Alternativa B (Incorreta)

Alternativa C (Incorreta)

Alternativa D (Incorreta)

Alternativa E (Incorreta)

Relação com a classificação toxicológica

Integra mecanismos de ação, vias de exposição, manifestações esperadas e avaliação de risco.

Confere respaldo técnico suficiente para conclusão pericial, mesmo com achados limitados.

Define prioritariamente as técnicas analíticas, independentemente da matriz biológica.

Permite inferir a gravidade da exposição apenas com identificação qualitativa.

Minimiza a interferência da matriz biológica na interpretação dos resultados.

Fundamento técnico-científico

Correlaciona os elementos estruturais da toxicologia forense (mecanismo, via, efeito, risco).

A classificação é um guia, não substituto para evidências laboratoriais concretas.

A matriz biológica é determinante na escolha da técnica, não a classificação isoladamente.

A gravidade depende da dose (princípio de Paracelso), não apenas da identificação qualitativa.

A interferência da matriz é um fator analítico independente da classe toxicológica.

Consequência prática na perícia

Orienta a interpretação integrada dos achados laboratoriais e do contexto de exposição.

Conclusões periciais exigem dados analíticos, não apenas o enquadramento da substância.

A classificação pode sugerir métodos, mas não sobrepõe a influência da matriz.

A quantificação é essencial para inferir gravidade; a classificação isolada é insuficiente.

A matriz biológica continua a interferir independentemente da classe da substância.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A classificação toxicológica agrupa substâncias com base em mecanismos de ação, vias de exposição, efeitos esperados e riscos. O contexto de apoio menciona "mecanismo de ação" e "fatores que influenciam a produção de danos" (vias de penetração, absorção etc.), o que corrobora que a classificação permite essa correlação integrada. É exatamente o que a alternativa descreve.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a classificação confere respaldo técnico suficiente mesmo com achados laboratoriais limitados ou inconclusivos. Isso é falso: a perícia exige dados concretos; a classificação é um guia, não um substituto para evidências. Conclusões periciais dependem de resultados analíticos, e não apenas do enquadramento da substância.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a classificação define prioritariamente as técnicas analíticas, independentemente da matriz biológica. Na prática, a matriz (sangue, urina, cabelo) é determinante para a escolha da técnica. O contexto menciona matrizes biológicas como relevantes para a análise. A classificação pode sugerir métodos, mas não sobrepõe a influência da matriz.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a identificação qualitativa da substância permite inferir a gravidade da exposição mesmo sem dados quantitativos. Isso contraria o princípio de Paracelso: "a dose faz o veneno". A gravidade depende da quantidade (dose/concentração), não apenas da presença da substância. A classificação qualitativa é insuficiente para tal inferência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a classificação minimiza a interferência da matriz biológica na interpretação. A interferência da matriz é um fenômeno analítico que independe da classe toxicológica; a classificação ajuda na interpretação, mas não reduz a interferência propriamente dita. A afirmativa inverte a relação.

Gabarito: letra A.

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