Análise de fragmentos de vidro – Técnica multielementar
Gabarito: letra D (ICP-OES). A técnica de ICP-OES (Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Indutivamente Acoplado) é a mais adequada para determinação multielementar de fragmentos de vidro porque permite a quantificação simultânea de múltiplos elementos traço com alta sensibilidade e precisão, sendo amplamente utilizada em análises forenses de vidro.
As demais alternativas não são apropriadas para esse fim:
Alternativa A — ❌ Incorreta
CCD (Charge-Coupled Device) é um detector, não uma técnica analítica. Embora seja usado em alguns equipamentos, não realiza determinação multielementar por si só.
Alternativa B — ❌ Incorreta
FTIR (Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier) é uma técnica voltada para identificação de grupos funcionais e compostos orgânicos, não para análise elementar. Não permite a determinação de elementos inorgânicos como os presentes em vidro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
UV-Vis (espectroscopia no ultravioleta-visível) é adequada para quantificação de compostos que absorvem nessa faixa, mas não oferece capacidade multielementar para elementos traço em vidro. É mais utilizada para análise de soluções de espécies cromóforas.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
ICP-OES é a técnica padrão para análise multielementar de vidros forenses. Permite a detecção de dezenas de elementos (como Al, Ba, Ca, Fe, Mg, Na, Sr, etc.) com limites de detecção na faixa de ppb a ppm, sendo capaz de diferenciar amostras de vidro de origens distintas com base na composição elementar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fluorescência molecular é uma técnica seletiva para compostos fluorescentes, não sendo aplicável à determinação multielementar de elementos inorgânicos. Vidro comum não apresenta fluorescência intrínseca apreciável para esse fim.
Conclusão: A única técnica que atende ao requisito de determinação multielementar para fragmentos de vidro é o ICP-OES, sendo a escolha correta.