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Questão de Criminalística — A Prova: Presunções, Vestígios e Indícios — FEPESE 2026

CriminalísticaA Prova: Presunções, Vestígios e Indícios
Código
qg676641
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Química
Em um laudo pericial de natureza química, a solidez da conclusão apresentada não depende exclusivamente dos dados analíticos obtidos, mas da forma como esses dados são contextualizados, interpretados e confrontados com as limitações inerentes aos métodos empregados.Nesse sentido, a robustez de uma conclusão pericial está mais adequadamente associada:
  1. AÀ coerência técnico-científica entre o vestígio analisado, o método selecionado, os resultados obtidos, suas incertezas e a interpretação final.
  2. BÀ aplicação combinada de diferentes técnicas analíticas validadas, desde que executadas conforme normas e protocolos reconhecidos.
  3. CÀ adoção de métodos com maior sensibilidade instrumental, mesmo quando a seletividade em relação à matriz seja limitada.
  4. DÀ capacidade do perito em reconhecer padrões recorrentes a partir de sua experiência profissional acumulada.
  5. EÀ convergência dos resultados analíticos com a hipótese investigativa inicialmente formulada.
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GabaritoA — À coerência técnico-científica entre o vestígio analisado, o método selecionado, os resultados obtidos, suas incertezas e a interpretação final.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Laudo Pericial Químico: Robustez da Conclusão

Gabarito: letra A. A solidez da conclusão pericial depende da coerência técnico-científica entre vestígio, método, resultados, incertezas e interpretação final. Esse é o princípio fundamental: a conclusão deve ser uma consequência lógica e transparente de todas as etapas periciais, considerando as limitações dos métodos empregados. As demais alternativas focam em aspectos isolados ou potencialmente tendenciosos.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa captura exatamente a essência da robustez pericial: não basta ter dados analíticos; é necessário que haja coerência entre o vestígio (o que foi coletado), o método (adequado à matriz e ao analito), os resultados (com suas incertezas), e a interpretação final (que deve ser objetiva e fundamentada). Essa visão sistêmica evita conclusões precipitadas ou baseadas em apenas um aspecto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a combinação de técnicas validadas seja desejável, a robustez não se resume a isso. Aplicar várias técnicas não garante coerência se não houver integração lógica entre elas e com o contexto do vestígio. A questão central é a coerência global, não apenas a pluralidade de métodos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Priorizar sensibilidade instrumental em detrimento da seletividade é um erro grave. Métodos com alta sensibilidade mas baixa seletividade podem gerar falsos positivos ou resultados enganosos. A robustez exige equilíbrio entre sensibilidade e seletividade, adequados à matriz analisada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A experiência profissional é valiosa, mas não substitui a objetividade técnico-científica. A conclusão pericial deve ser baseada em dados e raciocínio lógico, não apenas em reconhecimento de padrões subjetivos. A experiência pode auxiliar, mas não é o pilar da robustez.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Forçar a convergência dos resultados com a hipótese investigativa inicial é uma armadilha de viés de confirmação. A conclusão pericial deve ser imparcial e independente, podendo refutar a hipótese inicial se os dados assim indicarem. A robustez está na fidelidade aos dados, não na confirmação de expectativas.

Conclusão: A alternativa A é a única que abrange a integridade técnico-científica necessária para uma conclusão pericial robusta.

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