No enunciado:“Já sabemos que viajar é maravilhoso.”Assinale a alternativa que identifica corretamente o sujeito do verbo “sabemos”.
Aoração sem sujeito.
Bsujeito oculto (desinencial).
Csujeito determinado simples.
Dsujeito determinado composto.
Ea oração subordinada substantiva subjetiva, introduzida pela conjunção integrante “que”.
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GabaritoB — sujeito oculto (desinencial).
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Identificação do sujeito em “Já sabemos que viajar é maravilhoso”
Gabarito: letra B. O verbo “sabemos” está flexionado na 1ª pessoa do plural (desinência -mos), o que indica que o sujeito é “nós”, embora não esteja escrito. Trata-se de sujeito oculto (desinencial), também chamado de sujeito implícito ou elíptico.
“Já sabemos que viajar é maravilhoso.”
A desinência número-pessoal do verbo é a pista que revela o sujeito: nós.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirmar que a oração é sem sujeito contraria o texto, pois o verbo “sabemos” tem agente identificável. Oração sem sujeito (sujeito inexistente) ocorre com verbos impessoais (ex.: “Choveu muito”). Aqui não há impessoalidade.
PEGA ESSA DICA!
Sujeito inexistente é raro e ligado a fenômenos da natureza, tempo decorrido (fazer/haver) ou verbo ser indicando tempo. “Saber” é um verbo pessoal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Sabemos” está na 1ª pessoa do plural; o sujeito nós está implícito, mas é perfeitamente identificado pela desinência verbal. É, portanto, sujeito oculto (desinencial). A banca adota nomenclatura tradicional: sujeito oculto = desinencial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sujeito determinado simples exige que o núcleo do sujeito esteja explícito na oração (ex.: “Nós sabemos…”). Como “nós” não aparece, não se enquadra nessa classificação. O sujeito até é determinado (sabemos quem é), mas pelo tipo de expressão, é oculto, não simples explícito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sujeito composto teria dois ou mais núcleos (ex.: “Eu e você sabemos…”). A forma “sabemos” não pressupõe mais de um elemento — o “nós” pode ser plural, mas sem indicação de núcleos distintos. O sujeito é oculto, não composto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A oração “que viajar é maravilhoso” exerce função de objeto direto de “sabemos” (sabemos isso). Ela é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, não subjetiva. Portanto, não é o sujeito de “sabemos”. O sujeito é o pronome oculto “nós”.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir a função da oração introduzida por “que”. Muitos candidatos, ao verem “que” + verbo no infinitivo, pensam em oração subjetiva, mas o contexto de “saber” exige objeto direto. Teste: substitua a oração por “isto” — “Já sabemos isto” → função de objeto.
Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente o sujeito de “sabemos” é a letra B — sujeito oculto (desinencial).
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.