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Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FEPESE 2026

Medicina LegalTraumatologia Forense
Código
qg680642
Banca
FEPESE
Órgão
Polícia Científica - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Em um caso de suspeita de homicídio disfarçado de acidente, o médico-legista examina as lesões para verificar sinais de reação vital, o que ajuda a determinar se as injúrias ocorreram antes ou após a morte, influenciando a qualificação criminal.Baseado em conceitos de Traumatologia Médico-Legal, qual é o significado da reação vital em lesões, aplicado à investigação forense?
  1. AReação exclusiva a lesões químicas, sem relevância para traumas mecânicos.
  2. BSinais de decomposição cadavérica, não relacionados a lesões vitais.
  3. CProcesso de cicatrização pós-morte, irrelevante para perícias criminais.
  4. DPresença de inflamação, hemorragia e reparação tecidual em lesões antemortem, permitindo diferenciar traumas perimortem de postmortem em cenas de crime.
  5. EAusência total de sangramento em qualquer tipo de lesão, independentemente do momento da morte.
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GabaritoD — Presença de inflamação, hemorragia e reparação tecidual em lesões antemortem, permitindo diferenciar traumas perimortem de postmortem em cenas de crime.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Traumatologia Forense – Reação Vital

Gabarito: Letra D. A reação vital é o conjunto de fenômenos biológicos (inflamação, hemorragia, coagulação, reparação tecidual) que ocorrem exclusivamente em lesões produzidas enquanto a vítima estava viva (antemortem). Esses sinais permitem ao médico-legista diferenciar traumas perimortem de lesões postmortem, sendo fundamentais na investigação criminal. O material de apoio destaca que "as lesões em vida apresentam reações vitais, como: infiltração hemorrágica, coagulação do sangue, retratibilidade dos tecidos e presença e tonalidade das equimoses" (C1), e que "só os vivos têm inflamação" (C3).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a reação vital é exclusiva de lesões químicas e irrelevante para traumas mecânicos. Erro: A reação vital ocorre em qualquer tipo de lesão (mecânica, química, térmica, etc.) desde que a vítima esteja viva no momento da agressão. O conceito de reação vital é universal em traumatologia forense, não se restringindo a agentes químicos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Define reação vital como sinais de decomposição cadavérica, não relacionados a lesões vitais. Erro: Decomposição é um fenômeno postmortem, enquanto a reação vital é antemortem. São processos opostos; a reação vital indica vida, não morte.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Descreve a reação vital como processo de cicatrização pós-morte, irrelevante para perícias criminais. Erro: Cicatrização (reparação tecidual) é um processo vital que exige metabolismo celular ativo; não ocorre após a morte. Além disso, é altamente relevante para perícias, pois ajuda a determinar o tempo decorrido entre a lesão e a morte.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apresenta a definição correta: "presença de inflamação, hemorragia e reparação tecidual em lesões antemortem, permitindo diferenciar traumas perimortem de postmortem em cenas de crime". A inflamação, a hemorragia com coagulação e a reparação são os principais componentes da reação vital, conforme a literatura médico-legal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma ausência total de sangramento em qualquer tipo de lesão, independentemente do momento da morte. Erro: A hemorragia é um dos sinais cardeais de reação vital em lesões antemortem. Lesões postmortem geralmente não sangram ativamente ou apresentam sangramento mínimo e sem coagulação. A alternativa nega a própria existência de sangramento, o que contradiz a realidade forense.

Conclusão: A única alternativa que conceitua corretamente a reação vital é a letra D.

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