Pular para o conteúdo principal

Questão de Direito Civil — Direito das Sucessões — FUNDATEC 2026

Direito CivilDireito das Sucessões
Código
qg684134
Banca
FUNDATEC
Órgão
DPE-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Defensor Público
Acerca da herança jacente e dos bens dos ausentes, assinale a alternativa correta.
  1. AA herança jacente ficará sob a guarda, a conservação e a administração do juízo até a respectiva entrega ao sucessor localizado ou após o trânsito em julgado da decisão que declarar a vacância.
  2. BPassado 2 anos da segunda publicação do edital e não havendo herdeiro habilitado nem habilitação de eventuais credores, a herança será declarada vacante, passando a integrar o ativo da fazenda pública estadual.
  3. CO bem integrante de herança jacente só é devolvido ao Estado com a sentença de declaração da vacância, podendo, até ali, ser possuído ad usucapionem.
  4. DO procedimento da herança jacente se sujeita ao princípio da demanda, motivo pelo qual o juízo não tem o dever de diligenciar para tentar sanar eventual falta de prova inaugural, cabendo o ônus ao curador nomeado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O bem integrante de herança jacente só é devolvido ao Estado com a sentença de declaração da vacância, podendo, até ali, ser possuído ad usucapionem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Herança Jacente e Vacante – Bens dos Ausentes

Gabarito: letra C. A herança jacente, após a arrecadação, fica sob a guarda de um curador (CPC art. 739). A vacância é declarada após 1 ano da primeira publicação do edital (CC art. 1.820; CPC art. 743). Os bens só se incorporam ao Estado com a sentença de vacância, sendo que, antes disso, por não haver proprietário determinado, admite-se a posse ad usucapionem – entendimento que a banca adotou na alternativa correta.

Critério

Herança Jacente

Herança Vacante

Conceito

Herança sem herdeiros conhecidos ou que renunciaram, em fase de arrecadação

Herança declarada judicialmente sem herdeiros após o procedimento de jacência

Prazo para declaração

1 ano da 1ª publicação do edital (CC art. 1.820; CPC art. 743)

Administração

Curador nomeado pelo juízo (CPC art. 739)

Incorpora-se ao Estado (Município, DF ou União) após 5 anos da abertura da sucessão (CC art. 1.822)

Posse ad usucapionem

[+] Admitida (não há titular definido)

[-] Não admitida (bem já pertence ao Estado)

Natureza do procedimento

Jurisdição voluntária (juiz diligenciará de ofício)

Jurisdição voluntária (sentença declaratória)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em afirmar que a herança jacente fica sob a guarda, conservação e administração do juízo. O CPC art. 739 determina que esses encargos cabem a um curador. Além disso, a administração perdura até a entrega ao sucessor habilitado ou até a declaração de vacância, e não “após o trânsito em julgado” da decisão de vacância.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Dois equívocos: (1) o prazo para declaração de vacância é de 1 ano da primeira publicação do edital (CC art. 1.820; CPC art. 743), e não 2 anos da segunda publicação; (2) o ente que recebe os bens, decorridos 5 anos da abertura da sucessão, é o Município, Distrito Federal ou União, e não a “fazenda pública estadual” (CC art. 1.822).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está de acordo com o CC/2002: a sentença declaratória de vacância é o marco para a devolução dos bens ao Estado; antes disso, a herança jacente não tem titular definido, e por isso a posse pode ser exercida com vistas à usucapião (posse ad usucapionem). Embora haja entendimento jurisprudencial em sentido contrário (Súmula 305 do STJ), a banca considerou essa afirmativa como correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O procedimento da herança jacente é de jurisdição voluntária (CPC arts. 738 e ss.). Nesse rito, o juiz tem o dever de diligenciar de ofício para localizar herdeiros, bens e credores – não se aplica o princípio da demanda de forma absoluta. Portanto, a afirmação de que “o juízo não tem o dever de diligenciar” é falsa.

Gabarito: letra C.

Link permanente: /questoes/qg684134