As categorias sintáticas são as funções que as palavras ou os grupos de palavras desempenham dentro de uma frase ou oração, definindo a relação entre os termos para a construção dos sentidos. A partir dessa definição, aponte a alternativa a seguir em que a função sintática ressaltada esteja corretamente descrita entre parênteses.
A“A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos.” (complemento nominal)
B“[...] se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste [...]” (adjunto adverbial)
C“[...] enorme seria a perda se isso acontecesse [...]” (predicativo do sujeito)
D“O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria.” (vocativo)
E“Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente.” (objeto direto)
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GabaritoE — “Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente.” (objeto direto)
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Função sintática correta no trecho do texto
Gabarito: letra E. O termo "razões" (implícito em "há razões para isso", na oração "quando há razões para isso") funciona como objeto direto do verbo "haver" (com sentido de existir). A classificação entre parênteses está correta.
"quando há razões para isso" (no 2º parágrafo do texto)
Análise de cada alternativa:
Funções sintáticas: Objeto direto (Verbo "haver" (existir), Ex.: "há razões"); Agente da passiva (Voz passiva analítica, Ex.: "destruída por uma doença"); Adjunto adverbial (Circunstância de lugar/tempo/modo, Ex.: "sobre o povo"); Predicativo do sujeito (Verbo de ligação, Ex.: "enorme seria"); Aposto explicativo (Especifica/explícita o termo anterior, Ex.: "filho da dor")
Alternativa A — ❌ Incorreta
"A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos."
O termo "por uma doença" é agente da passiva (quem pratica a ação na voz passiva), e não complemento nominal. Complemento nominal completa sentido de nome (substantivo, adjetivo, advérbio), mas aqui o termo está ligado ao verbo "destruída" (participio com valor verbal).
Erro: classificação como complemento nominal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"[...] se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste [...]"
Embora "sobre o povo" possa ser interpretado como adjunto adverbial de lugar, a banca considera que a função descrita não corresponde ao termo destacado. Possivelmente o destaque recai sobre toda a oração "se uma desgraça cai sobre o povo", e uma oração não é adjunto adverbial. Ou então considera-se que "sobre o povo" é complemento nominal de "desgraça". De todo modo, a classificação apresentada está incorreta conforme o gabarito.
Erro: a função sintática apontada não se aplica adequadamente ao termo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"[...] enorme seria a perda se isso acontecesse [...]"
"Enorme" é predicativo do sujeito (atributo do sujeito "a perda" via verbo de ligação "seria"). A banca, contudo, pode ter considerado que o termo destacado é "a perda" (sujeito) e não "enorme", ou que "enorme" é adjunto adnominal (o que seria incorreto). A classificação como predicativo do sujeito está correta isoladamente, mas a banca a considerou errada – provavelmente por divergência no termo efetivamente grifado.
Erro: inadequação entre o termo destacado e a classificação fornecida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria."
"Filho da dor" é aposto explicativo (especifica ou explica o termo anterior "o pensamento"), e não vocativo. Vocativo é termo usado para chamar/interpelar o interlocutor, sempre isolado por vírgulas, mas sem relação sintática com o verbo.
Erro: confusão entre aposto e vocativo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente."
Na oração "quando há razões para isso", o verbo "haver" (no sentido de existir) é transitivo direto, e o termo "razões" exerce a função de objeto direto (complemento verbal sem preposição). "Para isso" é adjunto adverbial de finalidade ou complemento nominal, mas o núcleo "razões" é objeto direto. A banca considerou o termo destacado como objeto direto, e a classificação está correta.
Acerto: identificação precisa da função sintática.
Conclusão: A única alternativa em que a função sintática descrita corresponde exatamente ao termo destacado (considerando a interpretação da banca) é a letra E.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.