Questão de Criminalística — Computação Forense — IDECAN 2026
- Código
- qg707286
- Banca
- IDECAN
- Órgão
- PC-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente de Polícia Civil
- AExtração por API.
- BAnálise lógica.
- CAnálise física.
- DBackup em nuvem.
- EMonitoramento remoto.
GabaritoC — Análise física.
Gabarito: letra C. A descrição refere-se à análise física (ou extração física), que consiste no acesso direto ao chip de memória do dispositivo, ignorando o sistema operacional, para extrair dados apagados, metadados e configurações internas inacessíveis por métodos convencionais (como JTAG ou chip-off). As demais alternativas tratam de abordagens lógicas ou indiretas.
A extração por API (Application Programming Interface) utiliza o próprio sistema operacional para acessar os dados, dependendo de comandos fornecidos pelo fabricante (ex.: Android Backup, iTunes). Não ignora o SO e não permite acesso a dados apagados ou configurações internas.
A análise lógica opera sobre o sistema de arquivos visível ao SO, extraindo apenas o que o sistema permite acessar. Não realiza leitura direta do chip e não recupera dados deletados nem metadados de baixo nível.
A análise física (physical acquisition) conecta-se diretamente ao chip de memória (eMMC, NAND Flash) utilizando hardware especializado, copiando o conteúdo integral (bit a bit) e possibilitando a recuperação de arquivos apagados, metadados de sistema e configurações internas que não estão expostas ao sistema operacional. É a técnica mais completa em forense mobile.
Backup em nuvem depende de dados sincronizados com servidores remotos, sem acesso ao chip local. Não permite extrair dados apagados do dispositivo nem metadados de hardware.
Monitoramento remoto refere-se à vigilância em tempo real de atividades do dispositivo, não à extração de dados estáticos do chip. Não atende à descrição de conectar-se diretamente ao chip.
A banca pode tentar confundir análise física com análise lógica. A chave é o acesso direto ao chip, ignorando o SO — isso é exclusivo da extração física. Não confunda com técnicas que usam APIs ou interfaces do sistema.
Em forense mobile, a extração física (JTAG, chip-off) é a mais invasiva, porém a que recupera a maior quantidade de dados, inclusive apagados. Questões semelhantes exigem distinguir entre extração lógica (via SO) e física (via chip).
Gabarito: letra C.
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