Questão de Português — Interpretação de Textos — IDECAN 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg707369
Banca
IDECAN
Órgão
PC-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Escrivão de Polícia Civil
O Boletim de Ocorrência (B.O.) é um gênero textual amplamente utilizado no âmbito jurídico-administrativo. Considerando suas características estruturais, linguísticas e funcionais, assinale a alternativa correta.
ATrata-se de um gênero predominantemente narrativo, marcado pela subjetividade e pelo uso de uma linguagem polissêmica.
BApresenta finalidade estética, organizando os fatos de forma linear, com linguagem conotativa e expressiva.
CCaracteriza-se por registrar fatos de maneira objetiva, com linguagem referencial, impessoal e padronizada.
DConfigura-se como gênero argumentativo, uma vez que busca o convencimento e a persuasão por meio de um relato técnico.
EÉ um gênero literário híbrido, que combina elementos da crônica e do relato autobiográfico.
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GabaritoC — Caracteriza-se por registrar fatos de maneira objetiva, com linguagem referencial, impessoal e padronizada.
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Gênero textual Boletim de Ocorrência (B.O.)
Gabarito: letra C. O B.O. é um documento jurídico-administrativo que deve registrar fatos de forma objetiva, com linguagem referencial, impessoal e padronizada. O texto-base comprova isso ao relatar que a primeira versão poética foi rejeitada pelo delegado por não seguir “os padrões de técnica da escrita policial”, e o novo documento foi reduzido a apenas quatro linhas – o que demonstra a exigência de concisão e impessoalidade.
“A pedido do delegado da equipe de plantão, o B.O. foi alterado três dias depois. Ele entendeu que a primeira versão não seguiu os padrões de técnica da escrita policial. O novo documento conta apenas com quatro linhas.”
A passagem deixa claro que o padrão esperado para o gênero é objetivo, técnico e padronizado – justamente o oposto do B.O. poético inicial.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto / restrição indevida. Afirma que o B.O. é “predominantemente narrativo, marcado pela subjetividade e pelo uso de linguagem polissêmica”. O texto mostra justamente o contrário: a versão subjetiva e poética foi substituída porque fugia ao padrão. O B.O. padrão é descritivo-narrativo, mas objetivo e denotativo. A subjetividade e a polissemia são características do poema, não do gênero B.O.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto / troca de finalidade. Diz que o B.O. tem “finalidade estética” e “linguagem conotativa e expressiva”. O texto, porém, demonstra que a finalidade do B.O. é registrar fatos de forma técnica – a beleza estética foi um desvio, não a regra. A linguagem padrão é denotativa (referencial), não conotativa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Sustentação textual: o B.O. oficial (segunda versão) é descrito como conciso (quatro linhas) e exigido conforme “padrões de técnica da escrita policial”. Essa técnica implica objetividade, impessoalidade e padronização – características da linguagem referencial (função denotativa). Portanto, a alternativa corresponde exatamente ao que o texto afirma como norma do gênero.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto (gênero argumentativo). O B.O. é um relato de fatos, não um texto argumentativo. Não visa convencer ou persuadir, apenas registrar. O texto não traz nenhum elemento argumentativo; a narração dos fatos é puramente expositiva/narrativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação e contradição. Classificar o B.O. como “gênero literário híbrido (crônica + relato autobiográfico)” é totalmente estranho ao texto. O B.O. é um documento oficial, não literário. A crônica e o relato autobiográfico são subjetivos e literários; o B.O. exige impessoalidade. O texto prova que a versão literária foi rejeitada exatamente por não ser adequada ao gênero.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre gênero textual, identifique primeiro a finalidade e o contexto de circulação. O B.O. circula no âmbito policial-judicial e tem função de documentar – logo, objetividade, impessoalidade e linguagem denotativa são traços obrigatórios.