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Questão de Direito Tributário — Administração Tributária — Instituto Fênix 2026

Direito TributárioAdministração Tributária
Código
qg741559
Banca
Instituto Fênix
Órgão
Prefeitura de Cerro Negro - SC
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Fiscal de Tributos
No exercício da fiscalização tributária municipal, um contribuinte solicita acesso às informações que fundamentaram a cobrança de determinado tributo e questiona os critérios utilizados pela Administração. Diante dessa situação, a conduta mais adequada do agente público é:
  1. ANegar o acesso às informações, pois os atos de fiscalização são internos e não podem ser questionados pelo contribuinte.
  2. BDisponibilizar as informações solicitadas, garantindo a transparência dos atos administrativos e possibilitando o controle da legalidade da cobrança.
  3. CEncaminhar o pedido apenas após o pagamento integral do tributo, como condição para a liberação dos dados.
  4. DPrestar informações de forma genérica, sem detalhar critérios ou fundamentos legais, para preservar a atuação fiscalizatória.
  5. ESuspender o procedimento fiscal até que o contribuinte apresente requerimento judicial específico.
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GabaritoB — Disponibilizar as informações solicitadas, garantindo a transparência dos atos administrativos e possibilitando o controle da legalidade da cobrança.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Administração Tributária – Direito de acesso do contribuinte às informações fiscais

Gabarito: letra B. O contribuinte tem o direito de acessar as informações que fundamentaram a cobrança tributária, pois a Administração deve observar os princípios da transparência, legalidade e contraditório. Negar o acesso (A), condicioná-lo ao pagamento (C), prestar informações genéricas (D) ou exigir requerimento judicial (E) são posturas ilegais e incompatíveis com o Estado de Direito.

A questão envolve o equilíbrio entre o sigilo fiscal – que protege informações do contribuinte perante terceiros – e o direito do próprio contribuinte de conhecer os fundamentos dos atos administrativos que lhe dizem respeito. A legislação tributária, em especial o CTN (arts. 197 e 198), e a Constituição Federal (art. 5º, XXXIII e XXXIV, e art. 37) asseguram o acesso a informações de interesse particular, ressalvadas as hipóteses de sigilo. No caso, a informação solicitada é do próprio contribuinte, não de terceiros, portanto não há óbice legal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o acesso deve ser negado por serem atos internos. Erro: Os atos administrativos, inclusive os de fiscalização, são passíveis de controle e questionamento pelo administrado. O sigilo fiscal (art. 198 do CTN) veda a divulgação a terceiros, mas não impede o contribuinte de conhecer os fundamentos da cobrança que lhe é dirigida. Negar o acesso viola o princípio da transparência e o direito à ampla defesa (CF, art. 5º, LV).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta correta é disponibilizar as informações solicitadas, garantindo a transparência dos atos administrativos. O contribuinte tem o direito de conhecer os critérios e fundamentos legais da cobrança para exercer seu direito de defesa ou pagamento consciente. O art. 37 da CF impõe a publicidade como princípio da Administração Pública, e a legislação tributária (CTN, art. 195) assegura ao sujeito passivo o acesso aos elementos do lançamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Condicionar a prestação de informações ao pagamento integral do tributo é ilegal. O direito de informação é autônomo e independe do adimplemento. Exigir pagamento prévio configura obstáculo abusivo ao exercício de garantia constitucional (CF, art. 5º, XXXIV).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Prestar informações de forma genérica, sem detalhar critérios ou fundamentos, frustra a finalidade do pedido. O contribuinte tem direito a informações completas e claras para entender a legalidade da cobrança. A Administração não pode se escusar de apresentar os fundamentos legais sob o pretexto de preservar a atuação fiscalizatória.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Suspender o procedimento fiscal e exigir requerimento judicial é desnecessário e desproporcional. O pedido administrativo de acesso a informações deve ser processado na própria via administrativa, sem necessidade de provocação judicial. Exigir ordem judicial para acesso a informações do próprio interessado é contrário ao direito constitucional de petição (CF, art. 5º, XXXIV).

Conclusão: A única alternativa que respeita os princípios da Administração Pública e os direitos do contribuinte é a letra B.

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