Questão de Sociologia — Política, poder e Estado — PUC-PR 2012
SociologiaPolítica, poder e Estado
- Código
- qg886071
- Banca
- PUC-PR
- Órgão
- DPE-PR
- Ano
- 2012
- Nível
- Superior
- Cargo
- Sociólogo
“A Modernidade nasceu preocupada com a identidade” e, em especial, com a subjetividade. Forjou uma nova concepção social, oposta à visão de mundo feudal (cosmovisão teocrática). O humanismo renascentista ressaltou a ideia de individualidade e subjetividade e imprimiu a bandeira racional de um mundo produzido pela ação humana. A derrocada das comunas medievais deu lugar ao surgimento do Estado moderno e à permanente tensão entre subjetividade individual e coletiva. Isso ocorreu, em grande medida, porque os princípios constitutivos do mercado e da propriedade privada favoreceram o “triunfo da subjetividade individual”. Do ponto de vista político-jurídico, o paradigma da modernidade liberal procurou equacionar esta contradição estabelecendo, por um lado, um tipo concreto de subjetividade e, por outro, uma concepção abstrata de subjetividade, sem tempo e espaço definidos. Desde então, a matriz desse projeto sociocultural contraditório tem sido acompanhada pelo advento de um supersujeito (Estado) preocupado em estabelecer o “equilíbrio entre regulação social e emancipação social”.” (SANTOS, Boaventura de Sousa. Modernidade, identidade e a cultura de fronteira. Tempo Social. São Paulo, v.5 (1-2), pp.31-52, nov. 1994.)Dado esse contexto, é CORRETO afirmar:
- ADe acordo com o autor, os princípios atinentes ao mercado e à propriedade privada sufocaram o “triunfo da subjetividade individual”.
- BNo período em questão, a antinomia estrutural do mercado prejudicou o avanço das liberdades individuais.
- CNo plano do reconhecimento das subjetividades coletivas, o Estado regulador mostrou grande sensibilidade à intervenção transformadora dos contextos, da negociação e do diálogo.
- DO Estado Nacional constitui a única instituição capaz de conferir legitimidade e proteção aos direitos das minorias.
- EO advento da modernidade foi marcado pelo predomínio da subjetividade individual abstrata em relação à subjetividade contextual.