Questão de História — História do Brasil — IBFC 2013
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qq024665
- Banca
- IBFC
- Órgão
- SEAP-DF
- Ano
- 2013
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - História
A estratégia analítica de Edgard de Decca (1992) para pensar a memória histórica, elaborada nos enunciados dos discursos políticos, como na assim chamada “Revolução de 1930”, consolidada por certa prática historiográfica, legitimadora desse processos históricos como revolucionário é problematizada pelo autor. Em suas palavras: “Esse discurso como exercício efetivo do poder político, além de periodizar a história, define o lugar onde ela deve ser lida - o passado memorizado como domínio das oligarquias e o presente como uma revolução sem prazo para acabar. (...) Como discurso do exercício do poder, a Revolução de 1930 oculta o percurso das classes sociais em conflito, não apenas anulando a existência de determinados agentes, mas, principalmente, definindo enfaticamente o lugar da história para todos os agentes sociais. (...)” (1992:72)Na configuração do “Discurso do Poder”, segundo Decca(1992), assinale a alternativa que apresenta quem teve o seu percurso ocultado e mostra como foi interpretada a etapa histórica anterior a “Revolução de 1930”:
- AO proletariado vencido teve seu percurso ocultado pelo discurso dos vencedores, que anunciaram a tomada do poder em 1930 como marco principal do movimento, legitimando a construção discursiva de suas ações contra os interesses das oligarquias estaduais sobre a necessidade da nação brasileira.
- BA classe media nacional foi ocultada pelas oligarquias do Rio Grande do Sul, que na figura de Getulio Vargas, pautou o discurso vencedor sobre o monopólio da elite cafeeira paulista.
- CAs elites de Minas Gerais e São Paulo tiveram seu percurso ocultado pelos vencedores da “Revolução de 1930”, submetendo e vencendo a política assim chamada de “café com leite” ou “política dos governadores”em prol do interesse nacional.
- DOs trabalhadores e produtores paulistas e mineiros tiveram seu percurso ocultado pelo discurso dos revolucionários gaúchos, que derrotaram a chamada política de “café com leite”, que vigorou durante a República Velha (1889-1930)