Questão de Fonoaudiologia — Motricidade Orofacial — Prefeitura de Campinas - SP 2016
FonoaudiologiaMotricidade Orofacial
- Código
- qq226704
- Banca
- Prefeitura de Campinas - SP
- Órgão
- Prefeitura de Campinas - SP
- Ano
- 2016
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fonoaudiólogo
Pacientes acometidos por câncer de cabeça e pescoço são, muitas vezes, submetidos a tratamentos e procedimentos cirúrgicos que podem, de forma transitória ou permanente, trazer comprometimentos para as funções da motricidade orofacial. Esses casos requerem não só uma atuação multidisciplinar, mas também o envolvimento da família que, via de regra, contribui para a reabilitação do sujeito diante das dificuldades funcionais por ele vividas.A atuação fonoaudiológica, nesses casos, é a de:
- AAntes mesmo do tratamento oncológico, iniciar o atendimento fonoaudiológico para estabelecer vínculo terapêutico. Essa conduta também permite abordar e orientar paciente e família sobre as sequelas que poderão estar presentes após a intervenção cirúrgica, assim como as possibilidades do tratamento.
- BIniciar a reabilitação 30 dias após a intervenção cirúrgica para respeitar o período de cicatrização. O planejamento terapêutico deve ser estabelecido assim que for realizada uma minuciosa avaliação das estruturas e funções de fala, mastigação e deglutição. É neste momento que será possível abordar com a família as possibilidades do tratamento.
- CApós alta hospitalar, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da intervenção realizada e iniciar a reabilitação de acordo com as possibilidades do quadro, respeitando o período de cicatrização.
- DSomente após o tratamento cirúrgico, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da intervenção realizada e discutir com eles as possibilidades de intervenção a serem realizadas no quadro, respeitando a liberação médica para iniciar a reabilitação, bem como o período de cicatrização.
- EA atuação fonoaudiológica somente deve ser iniciada, depois da liberação médica, entre o 5o e o 10o dia após a intervenção cirúrgica quando será possível realizar uma minuciosa avaliação das estruturas do sistema estomatognático.