Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FUMARC 2018
- Código
- qq343385
- Banca
- FUMARC
- Órgão
- PC-MG
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Delegado de Polícia Substituto
- AContusodilacerantes.
- BCortocontusas.
- CCortodilacerantes.
- DDilacerantes.
GabaritoB — Cortocontusas.
Gabarito: letra B. Em explosões, a combinação de estilhaços cortantes com a onda de choque contusa produz feridas predominantemente cortocontusas, que associam corte (por fragmentos) e contusão (pela pressão abrupta). É o tipo mais provável em vítimas de explosão de bomba.
A banca testa o conhecimento sobre o mecanismo das lesões por energia mecânica, especificamente por explosão. A onda de choque e os estilhaços geram uma ferida mista, classificada como cortocontusa. As demais alternativas correspondem a outros mecanismos ou são menos específicas.
Contusodilacerantes combinam contusão e dilaceração. Embora a explosão possa causar dilaceração, o componente cortante (estilhaços) é marcante e não é contemplado nessa nomenclatura.
Cortocontusas são a união de ferida cortante (ação de estilhaços, bordas regulares) e contusa (ação da onda de choque, bordas irregulares e equimose). É a lesão mais característica de explosões próximas ao corpo.
Cortodilacerantes são feridas que cortam e dilaceram, mas não incluem o importante componente contuso presente na explosão.
Dilacerantes são caracterizadas por arrancamento e ruptura, sem o aspecto cortante. Uma bomba produz estilhaços que cortam, então a dilaceração pura não é a principal.
A classificação das feridas é baseada no instrumento e no mecanismo. Explosão combina energia mecânica de pressão e cisalhamento, gerando ferida cortocontusa.
Gabarito: letra B.
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