Remoção de órgãos para transplante – Lei 9.434/1997 e Decreto 9.175/2017
Gabarito: letra A. A alternativa A reproduz corretamente a exigência legal de que a retirada de órgãos post mortem seja precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatado e registrado por dois médicos que não integrem as equipes de remoção e transplante. Essa regra está prevista na Lei nº 9.434/1997, regulamentada pelo Decreto nº 9.175/2017, e visa garantir a segurança e a transparência do processo.
Aspecto | Alternativa A (Correta) | Alternativa B (Incorreta) | Alternativa C (Incorreta) | Alternativa D (Incorreta) |
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Diagnóstico de morte encefálica | Exigido, constatado por 2 médicos não participantes das equipes de remoção e transplante | Não mencionado | Não mencionado | Não mencionado |
Autorização para remoção post mortem | Não se aplica (foco no diagnóstico) | Cônjuge ou parente (correto), mas vincula a sistemas de saúde pública e delegado de polícia (incorreto) | Familiar (correto), mas exige autorização do delegado ou MP (incorreto) | Não identificado: não pode doar para transplante (correto), mas permite autorização por delegado, promotor ou juiz (incorreto) |
Papel do delegado de polícia/MP | Não se aplica | Mencionado como autorizador (incorreto) | Mencionado como autorizador (incorreto) | Mencionado como autorizador (incorreto) |
Exceções para cadáver não identificado | Não se aplica | Não se aplica | Não se aplica | Permite doação para transplante com autorização (incorreto) |
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está de acordo com a legislação: o diagnóstico de morte encefálica deve ser feito por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante. Esse requisito é essencial para assegurar a confiabilidade do diagnóstico e evitar conflitos de interesse.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A retirada de órgãos de pessoas falecidas depende da autorização do cônjuge ou parente maior de idade, na forma da lei, e não está vinculada a sistemas de saúde pública ou ao delegado de polícia. A menção ao delegado de polícia é inadequada: a autorização exigida é exclusivamente familiar, salvo situações de morte violenta ou com causa mal definida, em que a polícia é comunicada, mas não autoriza a remoção.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Em casos de morte sem assistência médica ou causa mal definida, a remoção de órgãos depende da autorização familiar, e não de autorização do delegado de polícia ou do Ministério Público. Estes órgãos são informados para fins de investigação, mas a autorização para a doação cabe exclusivamente à família (cônjuge ou parente maior de idade). A alternativa troca o papel dos envolvidos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O cadáver de pessoa não identificada não pode ser utilizado para transplantes, salvo para fins de pesquisa ou estudo, conforme Lei nº 8.501/1992. Para transplantes, a lei exige a identificação do falecido e a autorização da família. A autorização por delegado, promotor ou juiz não está prevista na Lei 9.434/1997 para essa finalidade.
Gabarito: letra A.