Questão de Direito Tributário — Obrigação Tributária — Gestão Concurso 2018
- Código
- qq356893
- Banca
- Gestão Concurso
- Órgão
- EMATER-MG
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor
- AI e II.
- BI e IV.
- CII e III.
- DIII e IV.
GabaritoA — I e II.
Gabarito: letra A (apenas I e II estão corretas). A afirmativa I reproduz o conceito legal de contribuinte (CTN, art. 121, parágrafo único, I); a afirmativa II reflete a regra de que a capacidade tributária passiva independe da regularidade da constituição da pessoa jurídica (CTN, art. 126). Já as afirmativas III e IV são falsas: III inverte a definição de responsável, e IV condiciona erroneamente a capacidade tributária à capacidade civil.
A questão cobra a literalidade do CTN quanto ao sujeito passivo da obrigação principal e à capacidade tributária.
Afirmativa | Conteúdo | Status | Fundamento Legal |
|---|---|---|---|
I | Contribuinte é o sujeito passivo com relação pessoal e direta com o fato gerador. | ✅ Correto | CTN, art. 121, parágrafo único, I |
II | Capacidade tributária passiva da pessoa jurídica independe de regular constituição, bastando unidade econômica ou profissional. | ✅ Correto | CTN, art. 126, parágrafo único |
III | Responsável é o sujeito passivo que, revestindo-se da condição de contribuinte, responde subsidiariamente. | ❌ Incorreto | CTN, art. 121, parágrafo único, II (responsável não se reveste da condição de contribuinte) |
IV | Capacidade tributária passiva depende da capacidade civil das pessoas naturais e jurídicas. | ❌ Incorreto | CTN, art. 126 (capacidade tributária independe da capacidade civil) |
O CTN define contribuinte como o sujeito passivo que possui relação pessoal e direta com o fato gerador. Literal do art. 121, parágrafo único, I:
Art. 121 – Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz‑se:
I – contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;
A afirmativa está perfeitamente alinhada.
Embora o CTN art. 126 não conste literalmente no excerto fornecido, a regra é pacífica: a capacidade tributária passiva das pessoas jurídicas independe de sua regular constituição, bastando que configurem uma unidade econômica ou profissional. O § único do art. 126 dispõe: "a capacidade tributária passiva independe da capacidade civil das pessoas jurídicas, ou da regularidade da sua constituição". Portanto, o item está correto.
A definição legal de responsável é exatamente oposta à afirmada. O CTN, art. 121, parágrafo único, II:
Código Tributário Nacional:
II – responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.
O responsável não se reveste da condição de contribuinte; ele é um terceiro eleito por lei para pagar o tributo. A afirmativa erra ao dizer que ele "reveste a condição de contribuinte". Trata‑se de uma troca conceitual clássica.
A capacidade tributária passiva independe da capacidade civil das pessoas (naturais ou jurídicas). O CTN, art. 126 (não transcrito literalmente, mas de conhecimento consolidado), estabelece essa autonomia. O princípio da capacidade contributiva (CF, art. 145, §1º) é critério de justiça fiscal, não condicionante da sujeição passiva. Portanto, a afirmativa é falsa.
A banca inverte o conceito de responsável no item III: o candidato deve lembrar que o responsável não é contribuinte. Além disso, no item IV, tenta associar a capacidade contributiva à capacidade civil, quando a lei as separa.
Conclusão: Apenas os itens I e II estão corretos, correspondendo à alternativa A.
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