A Companhia Alfa S.A. adquiriu, em 1º de junho de 2016, um ativo imobilizado pelo valor de R$ 800.000,00. Naquele momento, sua vida útil foi estimada em 10 anos e o valor residual, ao final da vida útil, foi estimado em 10%. O ativo entrou em operação na data da aquisição, tendo sido elegido o método linear como método de depreciação, a qual foi contabilizada mensalmente. O ativo imobilizado adquirido representa uma unidade geradora de caixa. Em 31 de dezembro de 2017, o valor em uso do ativo em questão foi estimado em R$ 690.000,00. E o seu valor justo, na mesma data, foi estimado em R$ 750.000,00. Eventual alienação do ativo implicaria em despesas com a venda da ordem de 15% do valor da operação.Considerando as informações apresentadas, bem como as normas contábeis aplicáveis à redução ao valor recuperável dos ativos, o procedimento contábil correto a ser adotado pela Companhia Alfa S.A., para apresentação do seu balanço patrimonial, em 31 de dezembro de 2017, é
Aapresentar o ativo imobilizado em questão pelo seu valor de aquisição, depois de deduzida a respectiva depreciação acumulada.
Breavaliar o ativo imobilizado, reduzindo-o em R$ 50.000,00, a fim de que o saldo contábil represente o valor correspondente ao valor justo.
Ccontabilizar provisão para desvalorização de ativos, no montante de R$ 110.000,00, a fim de que o saldo contábil represente o valor correspondente ao valor em uso.
Dcontabilizar ajuste por perda com redução ao valor recuperável do ativo imobilizado, no valor de R$ 48.500,00 e, evidenciar tal procedimento em nota explicativa.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — apresentar o ativo imobilizado em questão pelo seu valor de aquisição, depois de deduzida a respectiva depreciação acumulada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment)
Gabarito: letra A. Não há necessidade de reconhecer perda por impairment, pois o valor contábil do ativo (R$ 686.000,00) é inferior ao valor recuperável (R$ 690.000,00). O procedimento correto é apresentar o ativo pelo custo de aquisição deduzido da depreciação acumulada, conforme preceitua o CPC 01 (R1).
O teste de recuperabilidade exige que o valor contábil do ativo seja comparado com o valor recuperável, definido como o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. No caso:
Valor justo: R$ 750.000,00. Despesas de venda: 15% × R$ 750.000 = R$ 112.500,00 → Valor justo líquido = R$ 637.500,00.
Valor em uso: R$ 690.000,00 (dado no enunciado).
Valor recuperável: máx(R$ 637.500; R$ 690.000) = R$ 690.000,00.
Cálculo do valor contábil em 31/12/2017:
Custo de aquisição: R$ 800.000,00.
Valor residual: 10% = R$ 80.000,00.
Valor depreciável: R$ 800.000 – R$ 80.000 = R$ 720.000,00.
Vida útil: 10 anos = 120 meses. Depreciação mensal: R$ 720.000 / 120 = R$ 6.000,00.
Período de depreciação: de 01/06/2016 a 31/12/2017 = 19 meses.
O ativo deve ser apresentado pelo custo de aquisição deduzido da depreciação acumulada, ou seja, R$ 686.000,00. Não há ajuste adicional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reduzir o ativo para o valor justo (R$ 750.000,00) implicaria um ganho de R$ 64.000,00 (R$ 750.000 – R$ 686.000), o que contraria o princípio do custo histórico e a finalidade do teste de impairment. Reavaliação não se aplica nesse contexto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Contabilizar provisão para desvalorização de R$ 110.000,00. Esse valor corresponderia à diferença entre o valor contábil (R$ 686.000) e o valor em uso (R$ 690.000)? Ou entre o custo original (R$ 800.000) e o valor em uso? Não faz sentido. Além disso, não há perda.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O valor de R$ 48.500,00 corresponde à diferença entre o valor contábil (R$ 686.000) e o valor justo líquido de despesas de venda (R$ 637.500). Porém, o valor recuperável é o maior entre esse e o valor em uso, que é R$ 690.000. Logo, não há perda a reconhecer.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os dois conceitos que compõem o valor recuperável. Muitos candidatos calculam a perda usando apenas o valor justo líquido (R$ 637.500), obtendo R$ 48.500, e esquecem de comparar com o valor em uso (R$ 690.000). Lembre-se: valor recuperável = maior entre valor justo líquido e valor em uso.
NÃO CAIA NESSA!
Sempre calcule o valor contábil na data do teste (custo – depreciação acumulada) e compare com o valor recuperável. Se o valor contábil for menor, não há impairment. Não confunda o procedimento com reavaliação.