Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — FEPESE 2019
- Código
- qq460217
- Banca
- FEPESE
- Órgão
- Prefeitura de Florianópolis - SC
- Ano
- 2019
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico de Laboratório
- AZiehl.
- BNeisser.
- CCarnin.
- DGiemsa.
- Ehematoxilina e eosina.
GabaritoB — Neisser.
Gabarito: letra B. A coloração de Neisser é a técnica que utiliza azul de metileno a 0,1% seguido de solução de Bismarck a 0,2% para evidenciar os corpúsculos metacromáticos (granulações polimorfonucleares) do Corynebacterium diphtheriae, o bacilo diftérico. Essa é uma coloração especial, distinta das colorações de rotina como Gram, Ziehl-Neelsen e Giemsa.
A questão cobra o conhecimento de colorações bacterianas específicas, um tema clássico em microbiologia e técnicas laboratoriais. O bacilo diftérico (Corynebacterium diphtheriae) apresenta granulações metacromáticas (também chamadas de corpúsculos de Babes-Ernst) que se coram de forma característica com a técnica de Neisser. Essa técnica é utilizada para auxiliar na identificação morfológica e tintorial do microrganismo, sendo um método diferencial importante no diagnóstico laboratorial.
A banca explora a confusão entre as diversas colorações especiais e de rotina. O candidato que não domina a finalidade de cada técnica pode facilmente trocar a coloração de Neisser por outras, como a de Ziehl-Neelsen (para bacilos álcool-ácido resistentes) ou a de Giemsa (para hemoparasitas e esfregaços sanguíneos). A chave é associar cada coloração ao seu uso específico e, no caso, lembrar que a coloração de Neisser é a técnica clássica para evidenciar as granulações metacromáticas do bacilo diftérico.
A coloração de Ziehl-Neelsen é utilizada para a identificação de micobactérias (bacilos álcool-ácido resistentes, como o Mycobacterium tuberculosis), utilizando fucsina básica, ácido-álcool e azul de metileno como contracorante. Não é a técnica descrita no enunciado, que menciona azul de metileno e Bismarck, e não tem relação com o bacilo diftérico.
A coloração de Neisser é exatamente a técnica que utiliza azul de metileno a 0,1% seguido de solução de Bismarck a 0,2%, empregada para evidenciar os corpúsculos metacromáticos do Corynebacterium diphtheriae. É uma coloração especial, utilizada na bacteriologia para auxiliar na identificação do bacilo diftérico.
A alternativa "Carnin" não corresponde a uma coloração conhecida na microbiologia ou histologia. Não existe uma coloração com esse nome nos protocolos laboratoriais padrão, sendo um distrator sem fundamento técnico.
A coloração de Giemsa é utilizada principalmente para a visualização de hemoparasitas (como plasmódios e tripanossomas), esfregaços sanguíneos e, em histologia, para corar núcleos e citoplasmas. Utiliza uma mistura de azul de metileno e eosina (derivados), mas não é a técnica descrita no enunciado, que especifica azul de metileno e Bismarck.
A hematoxilina e eosina (HE) é a coloração de rotina mais utilizada em histologia, corando núcleos em azul/púrpura (hematoxilina) e citoplasma em rosa (eosina). Não é uma coloração bacteriológica específica e não utiliza os corantes mencionados no enunciado.
A banca troca a finalidade das colorações: o candidato pode confundir a coloração de Neisser com a de Ziehl-Neelsen (para BAAR) ou com a de Giemsa (para hemoparasitas). A dica é associar cada coloração ao seu uso: Neisser → granulações metacromáticas do bacilo diftérico; Ziehl-Neelsen → micobactérias; Giemsa → hemoparasitas. Com esse mapa, a questão fica resolvida na hora.
Gabarito: letra B
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