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Questão de Geografia — Geografia Física — IBADE 2019

GeografiaGeografia Física
Código
qq489352
Banca
IBADE
Órgão
Prefeitura de Porto Velho - RO
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Professor Nível II - Geografia
“A integração pressupõe a alteridade, ou seja, a articulação de coisas diferentes e que permanecem diferentes, o que não é o mesmo que separadas. O conhecimento da “natureza primeira” – dos processos físicos, químicos e biológicos, e mais especificamente, dos processos geoecológicos que deles são desdobramentos – e o conhecimento da sociedade – mais particularmente, [...], da produção social do espaço – possuem suas especificidades epistemológicas e metodológicas, por mais que também existam convergências e uma necessidade de diálogo e cooperação. Reconhecer essa necessidade é algo legítimo e mesmo fundamental – para a ciência, em geral, e para o campo de conhecimento denominado Geografia, muito particularmente.”Adaptado de: SOUZA, Marcelo Lopes de. Consiliência ou bipolarização epistemológica? Sobre o persistente fosso entre as ciências da natureza e as da sociedade − e o papel dos geógrafos. In: SPOSITO, E. S.; SILVA, C. A.; SANT'ANNA NETO, J. L.; MELAZZO, E.S. [org.]. A diversidade da Geografia brasileira. Escalas e dimensões da análise e da ação. 1ª ed. Rio de Janeiro: Consequência, v. 1, p. 13-56, 2016.De acordo com as reflexões do trecho acima, é correto afirmar que:
  1. Aa hiperespecialização dos saberes e a “verticalização” do conhecimento científico são as chaves para a compreensão do mundo, por meio do desenvolvimento de uma mais consistente capacidade analítica – caminho esse que a Geografia deve seguir para não ser acusada de ser superficial.
  2. Ba Geografia, enquanto uma ciência puramente humana/social, deve comunicar-se com seus pares e com as Linguagens, que agregam na compreensão da diversidade do mundo, deixando que as ambições de diálogo com as ciências da natureza sejam realizadas entre elas próprias.
  3. Capesar de se propor uma necessária multiplicidade de leituras para a compreensão dos fatos em um mundo cada vez mais complexo, isso é algo incerto e traduz-se como um horizonte inatingível, à medida que, internamente, a Geografia deve manter sua dualidade, com uma autonomização de seus subcampos.
  4. Dhá uma solidariedade intradisciplinar que carece de atenção por parte da Geografia, rompendo as rusgas e religando as partes “Física” e “Humana” – o que é suficiente para trazer respostas à complexidade do mundo contemporâneo.
  5. Ea Geografia, enquanto uma ciência de interface, carrega o trunfo da capacidade de “horizontalização”, referente ao investimento em (entre)cruzamentos – que são uma forma válida, necessária e estratégica de obtenção de conhecimento, contextualizando as partes da totalidade e valorizando os efeitos de sinergia.
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GabaritoE — a Geografia, enquanto uma ciência de interface, carrega o trunfo da capacidade de “horizontalização”, referente ao investimento em (entre)cruzamentos – que são uma forma válida, necessária e estratégica de obtenção de conhecimento, contextualizando as partes da totalidade e valorizando os efeitos de sinergia.

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