Questão de História — História do Brasil — NUCEPE 2019
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qq538361
- Banca
- NUCEPE
- Órgão
- Prefeitura de Teresina - PI
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de 2º Ciclo (6º ao 9º ano) - História
Foi só com a proximidade do fim da escravidão e da própria monarquia que a questão racial passou para a agenda do dia. Até então, enquanto “propriedade”, o escravo era por definição “o não-cidadão”. No Brasil, é, portanto, com entrada das teorias raciais que as desigualdades sociais se transformam em matéria da natureza.(SCHWARCZ, Lilian Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na intimidade. In.: SCHWARCZ, Lilian. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.186)A discussão sobre a “questão racial” no Brasil, após abolição da escravidão, revestiu-se
- Ade uma releitura particular das teorias raciais, na medida em que a posição assumida por especialistas encaminhou-se para a restrição à imigração sob o argumento de preservação das características originais do povo brasileiro.
- Bde um simultâneo processo de absorção da ideia de que as raças significavam essências e da negação da noção de que a mestiçagem levava sempre à degeneração dos indivíduos constituintes da nação.
- Cde uma integração entre modelos evolucionistas, crentes na evolução da humanidade em etapas definidas, e um posicionamento de radical negação do darwinismo social, que negava um futuro na miscigenação racial.
- Dde um posicionamento hegemônico no qual se negou uma avaliação positiva do processo de miscigenação racial, ainda que para promover a defesa de um gradual processo de “branqueamento” da população.
- Eda crença de que o futuro brasileiro conduziria, inevitavelmente, a uma nação branca, além da definição dos grupos raciais pelo seu genótipo, o que possibilitava pensar cada indivíduo como pertencente a uma determinada coletividade racial.