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Questão de Geografia — População — NUCEPE 2019

GeografiaPopulação
Código
qq538362
Banca
NUCEPE
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Professor de 2º Ciclo (6º ao 9º ano) - História
Oportunidades e fatalidades que se sucedem ao longo do ciclo vital das pessoas modelam suas biografias, e as situações em que ocorrem refletem-se nas configurações familiares, quando examinadas em um momento dado [...]. Do ponto de vista demográfico interagem, nesse caso, processos que resultam da “evolução dos níveis e padrões da fecundidade”, do “quantum do tempo da nupcialidade”, das separações e divórcios e dos recasamentos, das alterações das curvas de mortalidade e seus diferenciais por sexo e idade, e da intensidade dos deslocamentos espaciais da população.(BERQUÓ, Elza. Arranjos familiares no Brasil: uma visão demográfica. In: SCHWARCZ, Lilian Moritz. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.186)Os arranjos familiares no Brasil sempre foram marcados por grande dinamicidade. Entre os fatores que contribuem para a alteração da estrutura familiar, destaca-se
  1. Ao crescimento do índice de escolaridade entre as mulheres a partir da década de 70, bem como seu ingresso no mercado de trabalho, fato que contribui para o aumento de idade ao casar.
  2. Bo fato de os homens casarem-se com mulheres mais velhas, principalmente a partir dos anos 80, o que é uma constante universal, contribuindo assim para a redução do número de mulheres casadas em idade fértil.
  3. Ca redução da taxa bruta de nupcialidade legal a partir de fins dos anos 70, o que sugere uma reação social ao aprofundamento da crise econômica que sucedeu o milagre brasileiro, assim como uma readaptação dos arranjos familiares ao momento vivido.
  4. Da redução do crescimento no número de casamentos não legalizados, no período posterior aos anos 80, fato que se aprofunda ainda mais com o advento do novo Código Civil de 2002, na medida em que este não reconhece a coabitação sem vínculos legais.
  5. Eo aumento no número de casamentos religiosos, mais comum entre os estratos mais pobres da população, em oposição à redução da coabitação sem vínculos legais, frequente entre os estratos mais ricos.
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GabaritoA — o crescimento do índice de escolaridade entre as mulheres a partir da década de 70, bem como seu ingresso no mercado de trabalho, fato que contribui para o aumento de idade ao casar.

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