Questão de História — História Geral — NUCEPE 2019
HistóriaHistória Geral
- Código
- qq538404
- Banca
- NUCEPE
- Órgão
- Prefeitura de Teresina - PI
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de 2º Ciclo (6º ao 9º ano) - História
Em um contexto histórico tão desfavorável, a criação da história por Heródoto no século V representou uma verdadeira revolução cultural. Em vez de evitar a mudança, o tempo, o historiador decidiu abordá-la. O historiador optou pelo sublunar, pela temporalidade, que, para ele, é o verdadeiro lugar da inteligibilidade da vida humana. Essa foi uma atitude inaugural, original, uma ruptura com a tradição mítica e filosófica. “Os homens no tempo”, os homens em sua vida particular e pública, com seus nomes, iniciativas e valores, experiências e esperanças, em sua finitude, em sua historicidade [...](REIS, José Carlos. Escola dos Annales: a inovação em História. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p.11).Eis a convicção de Heródoto e dos historiadores que vieram depois dele: “a História é uma ciência das ações humanas no tempo. Mas, a concepção de tempo histórico, também, possui sua historicidade, e o historiador dos Annales é uma evidência desse fenômeno, pois
- Aa sua perspectiva de tempo histórico é de contemplação do que é eterno, imutável, singular e cognoscível. Desenvolve uma abordagem que privilegia o progresso, como resultado natural da evolução humana.
- Bno século XX, após a aproximação entre Ciências Sociais e História, desenvolveu uma abordagem do tempo, que é genética, sucessiva e ideográfica, com a finalidade de alcançar o absoluto através da razão e do destino das coisas.
- Cpromoveu uma revolução epistemológica no conceito de tempo histórico, com uma representação desse fenômeno que se dá ao conceito, é exterior ao sujeito e mostra-se capaz de orientar a proposição, a partir de considerações teleológicas da história.
- Dtrabalha com uma noção de “tempo histórico do qual se fala”, em que “agir e conhecer” são atividades diferentes: a dos estruturalistas, da simultaneidade entre passado/presente/futuro, em que as ações humanas adquirem continuidade dialética.
- Edefende uma visão especulativa e revolucionária do tempo histórico, orientadora de um movimento em direção ao progresso, promovido pela racionalidade do devir histórico que alcança o absoluto através da razão e do destino das coisas.