Questão de História — História do Brasil — SELECON 2019
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qq555370
- Banca
- SELECON
- Órgão
- Prefeitura de Cuiabá - MT
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Ensino Fundamental - História
“O escravo negro tornado mercadoria do século XV ao XIX, mercadoria absolutamente indispensável ao Brasil, não vem de um continente desorganizado, sem cultura, sem tradições, sem passado. Apesar do que tenham dito ou pensado certos contemporâneos europeus ignorantes, no que tem de diferente e necessariamente inferior, o cativo africano, destinado a servir ao desenvolvimento das Américas remotas, tem personalidade e história. (...)Viram-se na África verdadeiros impérios centralizados, com brilho e autoridade incontestáveis, confederações tribais, reinos mais ou menos reconhecidos por seus vizinhos, cidades pousadas com seus ricos mercados nos caminhos do ouro, das especiarias, do marfim, do sal, dos escravos e, por toda parte, um povo de guerreiros, pecadores, pastores, comerciantes e agricultores (...).”MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Editora Brasiliense. 2º edição. São Paulo, 1988.O fragmento acima retrata parte da realidade africana antes mesmo da chegada dos europeus ao continente.As formas de vida dos africanos acabaram facilitando, a partir do século XV, por exemplo, a ação dos mercadores portugueses e de outras nações europeias, pois:
- Ao elevado grau de avanço tecnológico dos africanos foi o que mais atraiu a presença europeia na África, estimulando a entrada maciça de povos da África do Norte no continente europeu
- Bnão havia divisão de classes nas sociedades africanas, predominando um modelo de sociedade comunitária primitiva, onde tudo era de todos
- Ca expansão comercial e marítima dos portugueses, contornando o continente africano resultou, de imediato, na penetração do interior do continente, o que permitiu o acesso ao lucrativo tráfico negreiro
- Dos africanos, em grande parte, se organizavam na forma de Estado – Império – travando uma intensa relação de comércio com os estrangeiros