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Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — FUMARC 2021

Medicina LegalAntropologia Forense
Código
qq640403
Banca
FUMARC
Órgão
PC-MG
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Escrivão de Polícia I
O rompimento de barragem em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, foi o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo maior desastre industrial do século. O desastre industrial, humanitário e ambiental causou a morte de 270 pessoas, incluindo oito desaparecidas, em números oficiais divulgados em 6 de outubro de 2021, com a identificação de 262 vítimas. A identificação do sexo de um cadáver humano adulto encontrado esqueletizado pode ser realizada por meio do estudo de algumas estruturas.Quais as principais estruturas ósseas que contribuem para essa identificação?
  1. ACrânio, mandíbula, ossos do tórax, ossos da pelve.
  2. BFêmur, mandíbula, metatarsos, falanges.
  3. CVértebras, falanges, costelas, ossos da pelve.
  4. DVértebras, úmeros, metatarsos, ossos do tórax.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Crânio, mandíbula, ossos do tórax, ossos da pelve.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Identificação do sexo em ossadas adultas

Gabarito: letra A. Em Antropologia Forense, a determinação do sexo em esqueletos adultos baseia-se principalmente nas estruturas mais dimórficas: o crânio (incluindo a mandíbula) e a pelve. Os ossos do tórax (esterno e costelas) também apresentam características sexuais secundárias, embora menos discriminantes que a pelve. A alternativa A reúne corretamente essas regiões.

A questão exige conhecimento das principais estruturas ósseas utilizadas para estimativa do sexo. O dimorfismo sexual é mais evidente na pelve (ângulo subpúbico, incisura isquiática maior, arco ventral) e no crânio (arcos supraorbitais, processo mastoide, mandíbula). Os ossos do tórax (esterno, costelas) contribuem com menor acurácia, mas são reconhecidos na literatura forense como auxiliares. As demais alternativas incluem ossos de baixo dimorfismo ou não listam as regiões essenciais.

Estruturas para sexagem (ossada adulta)
  • 1Principal (alto dimorfismo)
    • Pelve
      • Ângulo subpúbico
      • Incisura isquiática maior
      • Arco ventral
    • Crânio
      • Arcos supraorbitais
      • Processo mastoide
      • Mandíbula
  • 2Auxiliar (menor acurácia)
    • Tórax
      • Esterno
      • Costelas
  • 3Baixo dimorfismo (não usados)
    • Vértebras
    • Falanges
    • Metatarsos
    • Fêmur (estatura)
    • Úmero (estatura)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Contempla crânio, mandíbula, ossos do tórax e ossos da pelve. Esses grupos incluem as estruturas de maior acurácia para sexagem (pelve e crânio) e complementos diagnósticos (tórax). É a descrição mais completa e alinhada com a prática pericial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Lista fêmur, mandíbula, metatarsos e falanges. O fêmur e os ossos do pé (metatarsos, falanges) são mais utilizados para estimativa de estatura, não de sexo. Embora a mandíbula seja dimórfica, a ausência da pelve e do crânio como conjunto torna a opção incompleta e menos relevante para a identificação sexual.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Inclui vértebras, falanges, costelas e ossos da pelve. Vértebras e falanges têm baixíssimo dimorfismo sexual; costelas (ossos do tórax) têm algum valor, mas a falta do crânio e da mandíbula — regiões de alto dimorfismo — desqualifica a alternativa como “principais estruturas”. A presença da pelve não compensa as exclusões.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Traz vértebras, úmeros, metatarsos e ossos do tórax. Úmero e metatarsos são usados para estatura; vértebras têm baixo dimorfismo. A ausência de pelve e crânio (crânio e mandíbula) é decisiva para tornar a opção inadequada como conjunto principal para sexagem.

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