Questão de Criminologia — Modelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã. — FUMARC 2021
Criminologia›Modelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã.
Código
qq640407
Banca
FUMARC
Órgão
PC-MG
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Escrivão de Polícia I
Em sua obra “A síndrome da rainha vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI”, Marcos Rolim justifica o título do livro realçando a passagem narrada por Lewis Carroll na obra “As aventuras de Alice no país das maravilhas”, em que, sem saber exatamente o motivo, Alice e a Rainha Vermelha começaram a correr de mãos dadas em uma velocidade crescente. A todo momento, a Rainha ordenava que corressem mais rápido, mas Alice mal conseguia acompanhá-la. Até que, exaustas, param para descansar”. Nesse momento:Alice olhou ao seu redor muito surpresa:- Ora, eu diria que ficamos sob esta árvore o tempo todo! Tudo está exatamente como era!- Claro que está, esperava outra coisa? - perguntou a Rainha.- Bem, na nossa terra, responde Alice, ainda arfando um pouco, geralmente você chegaria a algum outro lugar... se corresse muito rápido por um longo tempo, como fizemos.- Que terra mais pachorrenta! - comentou a Rainha. Pois aqui, como vê, você tem que correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar.(ROLIM, Marcos. A síndrome da rainha vermelha: policiamento esegurança pública no século XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006, p. 37).Diante do contexto acima, e segundo a proposta de Marcos Rolim, analise as assertivas abaixo:I. A passagem acima narrada entre Alice e a Rainha Vermelha descreve perfeitamente a situação produzida pelo modelo proativo de policiamento.PORQUEII. Os esforços policiais, mesmo quando desenvolvidos em sua intensidade máxima, costumam redundar em “lugar nenhum”, e o cotidiano de uma intervenção que se faz presente apenas e tão-somente quando o crime já ocorreu parece oferecer aos policiais uma sensação sempre renovada de imobilidade e impotência.Está CORRETO o que se afirma em:
AI e II são proposições verdadeiras e II é uma justificativa correta da I.
BI e II são proposições verdadeiras, mas II não é uma justificativa correta da I.
CI é uma proposição falsa e II é uma proposição verdadeira.
DI é uma proposição verdadeira e II é uma proposição falsa.
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GabaritoC — I é uma proposição falsa e II é uma proposição verdadeira.
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A Síndrome da Rainha Vermelha e os modelos de policiamento
Gabarito: alternativa C. A assertiva I é falsa, pois a metáfora da Rainha Vermelha descreve o modelo reativo de policiamento (esforço intenso sem avanço), e não o proativo. A assertiva II é verdadeira, retratando a sensação de imobilidade e impotência no modelo reativo. Portanto, I é falsa e II é verdadeira.
Marcos Rolim, ao citar a passagem de Lewis Carroll, ilustra o paradoxo do policiamento reativo: mesmo com grande esforço, os resultados são nulos ou ilusórios, pois a atuação se dá apenas após a ocorrência do crime. O modelo proativo, ao contrário, busca prevenir delitos por meio de inteligência, presença ostensiva e ações estratégicas, gerando resultados concretos.
Síndrome da Rainha Vermelha (Rolim): Metáfora: correr sem sair do lugar; Modelo Reativo (Atuação pós-crime, Esforço intenso sem avanço, Sensação de imobilidade/impotência); Modelo Proativo (Prevenção, Inteligência e presença ostensiva, Resultados concretos)
Item I — ❌ Falso
A passagem não descreve o modelo proativo. Na narrativa, Alice e a Rainha correm muito, mas permanecem no mesmo lugar – exatamente a crítica de Rolim ao modelo reativo, em que as polícias atuam intensamente após o crime, mas não conseguem reduzir a criminalidade de forma estrutural. O modelo proativo é preventivo e orientado a resultados, não se encaixa na metáfora.
Item II — ✅ Verdadeiro
A assertiva II capta corretamente a essência do modelo reativo: os esforços policiais, mesmo máximos, levam a “lugar nenhum” porque a intervenção ocorre apenas após o crime, gerando uma sensação de imobilidade e impotência. Isso está em linha com a análise de Rolim sobre a “síndrome da rainha vermelha” aplicada à segurança pública.
Conclusão: I é falsa e II é verdadeira. Logo, a alternativa C é a correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o conceito de policiamento proativo (preventivo) pelo reativo (pós-crime). O aluno que não conhece a obra de Rolim pode associar a passagem à ação intensa e achar que é proatividade, mas a metáfora critica justamente o modelo que corre sem sair do lugar – o reativo. Atente-se ao sentido da alegoria: esforço sem progresso = reativo.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre a obra de Marcos Rolim, lembre-se: a “síndrome da rainha vermelha” é uma crítica ao modelo reativo de policiamento. O modelo proativo busca antecipação e prevenção, com indicadores de efetividade. Na prova, identifique a palavra-chave: se a descrição envolve esforço sem resultado duradouro, é reativo; se envolve planejamento, inteligência e redução de riscos, é proativo.