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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — FUMARC 2021

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
qq640465
Banca
FUMARC
Órgão
PC-MG
Ano
2021
Nível
Superior
Cargo
Investigador de Polícia I
Mulher de 79 anos teve mal súbito, de causa indeterminada, tendo sido socorrida e levada ao pronto atendimento pelo SAMU. Chegou em parada cardiorrespiratória (PCR) e óbito. Como antecedente, era hipertensa, diabética II insulinodependente e teve queda da própria altura há 1 ano, no quarto, com fratura de pelve, sendo submetida a tratamento cirúrgico. Teve boa recuperação, alta hospitalar, em tratamento fisioterápico e já deambulando normalmente.Neste caso, é mais aconselhável que a declaração de óbito seja emitida
  1. Ano IML, pelo antecedente de trauma com fratura.
  2. Bpelo médico do pronto atendimento, que atendeu a paciente em PCR.
  3. Cpelo médico do SAMU, chamado ao domicílio.
  4. Dpelo ortopedista, que apenas operou a paciente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — no IML, pelo antecedente de trauma com fratura.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tanatologia Forense – Declaração de Óbito e Antecedente de Trauma

Gabarito: letra A. A declaração de óbito deve ser emitida pelo IML em razão do antecedente de trauma (fratura de pelve), que levanta suspeita de morte violenta, mesmo que a lesão seja antiga e a paciente tenha se recuperado. A regra brasileira determina que, havendo qualquer indício de causa externa (inclusive trauma remoto), o óbito não pode ser declarado por médico assistente – cabe à perícia do IML investigar e atestar a causa jurídica da morte.

Declaração de óbito
  • 1Causa natural (médico assistente)
    • Sem indício de violência
  • 2Suspeita de causa externa (IML)
    • Trauma antecedente
      • Mesmo remoto
      • Mesmo aparentemente curado
    • Fratura de pelve
      • Potencial de complicações tardias
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O antecedente de trauma, embora ocorrido há um ano e com boa recuperação, impõe a necessidade de investigação pericial. A fratura de pelve, por ser lesão de elevado potencial de complicações tardias (tromboembolia, infecção, etc.), torna o caso suspeito de violência. Assim, o IML é o órgão competente para emitir a declaração de óbito, conforme determina a legislação médica e de registros públicos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O médico do pronto atendimento, embora tenha prestado assistência na PCR, não pode declarar o óbito porque há suspeita de causa violenta. A presença de trauma antecedente afasta a hipótese de morte natural atestável por médico assistente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O médico do SAMU que atendeu em domicílio também está impedido pelo mesmo motivo. A suspeita de violência (decorrente do trauma) exige a remessa do corpo ao IML; o médico de atendimento pré-hospitalar não tem competência para emitir a declaração nessas circunstâncias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O ortopedista que realizou a cirurgia há um ano não é o médico assistente atual e não presenciou a morte. Além disso, não pode afastar a suspeita de que o trauma tenha relação com o óbito. Sua atuação foi pontual e não o habilita a declarar a morte.

PEGA ESSA DICA!

Lembre-se: todo antecedente de trauma, mesmo que remoto e aparentemente curado, transforma a morte em suspeita de causa externa. O médico assistente só declara óbito quando a causa é inequivocamente natural e sem qualquer indício de violência. Na dúvida, o corpo deve seguir para o IML.

Gabarito: letra A.

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