Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — FEPESE 2022
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
qq720168
Banca
FEPESE
Órgão
IGP-SC
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar Médico-Legal
Assinale a alternativa que cita corretamente as partes do esqueleto ou ossos que mais frequentemente são usados para diferenciação entre os gêneros masculino e feminino nos humanos.
AMetacarpos e falanges
BEsterno e costelas
CPelve e crânio
DTarsos e metatarsos
EVértebras cervicais e torácicas
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GabaritoC — Pelve e crânio
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Dimorfismo sexual no esqueleto humano
Gabarito: letra C. As partes do esqueleto mais utilizadas para diferenciar os gêneros masculino e feminino nos humanos são a pelve (bacia) e o crânio, pois apresentam características sexuais secundárias esqueléticas marcantes, como a forma do arco púbico e a robustez dos ossos cranianos. Essa é uma distinção clássica da anatomia humana, amplamente usada em antropologia forense e medicina legal.
O dimorfismo sexual é o conjunto de diferenças morfológicas entre machos e fêmeas de uma espécie. No esqueleto humano, essas diferenças são mais evidentes em regiões que refletem adaptações funcionais e hormonais. A pelve é o principal indicador: na mulher, é mais larga e rasa, com arco púbico maior (ângulo > 90°), para permitir a passagem do feto no parto; no homem, é mais estreita e alta, com arco púbico menor (ângulo < 90°). O crânio também apresenta diferenças: nos homens, geralmente mais robusto, com arcadas superciliares proeminentes, mandíbula mais larga e maior capacidade craniana; nas mulheres, mais liso e arredondado. Essas características são tão confiáveis que são usadas em perícias para estimar o sexo de restos mortais.
A banca explora a confusão entre ossos que têm diferenças sutis ou pouco relevantes para a determinação do sexo. Ossos como metacarpos, falanges, tarsos e metatarsos são praticamente idênticos entre os sexos, e as vértebras cervicais e torácicas não apresentam dimorfismo sexual significativo. O esterno e as costelas também não são usados como critério principal, embora possam ter pequenas variações.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Metacarpos e falanges são ossos das mãos e não apresentam diferenças sexuais marcantes. O dimorfismo sexual esquelético se concentra em regiões como pelve e crânio, não nas extremidades.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esterno e costelas fazem parte da caixa torácica e não são utilizados como critério principal para diferenciação sexual. Embora possam haver variações individuais, não são estruturas com dimorfismo sexual confiável.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pelve e o crânio são as regiões esqueléticas com maior dimorfismo sexual. A pelve feminina é adaptada ao parto (mais larga, arco púbico maior), e o crânio masculino é mais robusto (arcadas superciliares, mandíbula). Essas diferenças são amplamente utilizadas em antropologia forense.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Tarsos e metatarsos são ossos dos pés e não apresentam diferenças sexuais significativas. Assim como as mãos, as extremidades não são usadas para determinação do sexo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Vértebras cervicais e torácicas não apresentam dimorfismo sexual relevante. A coluna vertebral é relativamente uniforme entre os sexos, exceto por variações de tamanho, mas não é um critério confiável.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o aluno a escolher ossos que parecem "diferentes" por estarem em regiões com funções distintas, mas o critério correto é o dimorfismo sexual real. Lembre-se: pelve e crânio são os únicos com diferenças marcantes e confiáveis. Com treino, você identifica essas armadilhas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe: Pelve = parto (diferença funcional clara) e Crânio = robustez (diferença hormonal). Ossos de mãos e pés são "neutros" — não caia nessa.