Pular para o conteúdo principal

Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — FEPESE 2022

BiologiaIdentidade dos seres vivos
Código
qq721134
Banca
FEPESE
Órgão
Prefeitura de Chapecó - SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Biólogo

Considere que um biólogo está fazendo um diagnóstico de uma pessoa com leishmaniose cutânea, pesquisando, ao microscópio, uma lâmina feita com esfregaço por aposição de uma biopsia de bordo de lesão.


Assinale a alternativa que indica corretamente a forma que se espera encontrar no material.

  1. AEpimastigotas sanguíneos
  2. BPromastigotas extracelulares
  3. CTripomastigotas intracelulares
  4. DPromastigotas intracelulares
  5. EAmastigotas intracelulares
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Amastigotas intracelulares

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Leishmaniose cutânea: formas evolutivas do parasito

Gabarito: letra E. Na leishmaniose cutânea, o parasito (protozoário do gênero Leishmania) encontra-se no interior de macrófagos da lesão na forma amastigota intracelular — é exatamente essa forma que se espera encontrar no esfregaço por aposição de biópsia de bordo de lesão. As formas promastigotas são extracelulares e ocorrem no tubo digestivo do inseto vetor (flebotomíneo), não no tecido humano; tripomastigotas são formas de outros tripanossomatídeos, como o Trypanosoma cruzi.

A leishmaniose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos (conhecidos como mosquito-palha ou birigui). No ciclo biológico, o parasito apresenta duas formas principais: a promastigota, alongada e flagelada, que vive extracelularmente no intestino do vetor; e a amastigota, arredondada e sem flagelo (ou com flagelo rudimentar), que vive obrigatoriamente no interior de células do hospedeiro vertebrado, principalmente macrófagos. É essa forma amastigota que se multiplica por divisão binária dentro dos macrófagos, causando a destruição tecidual e as úlceras características da forma cutânea.

No diagnóstico laboratorial, o exame direto de esfregaço obtido por aposição (impressão) de biópsia da borda da lesão é um método clássico e de baixo custo. Como a lesão cutânea contém macrófagos repletos de amastigotas, a visualização ao microscópio revela essas formas arredondadas no interior das células — daí a alternativa correta ser amastigotas intracelulares.

A banca explora a confusão entre as formas evolutivas e seus respectivos ambientes. O candidato que memoriza apenas os nomes das formas, sem associá-las ao local onde ocorrem, tende a marcar "promastigotas" por ser a forma mais conhecida, ou "intracelulares" sem especificar a forma correta. A chave é lembrar: no hospedeiro vertebrado (homem) → amastigota intracelular; no vetor (inseto) → promastigota extracelular.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Epimastigotas sanguíneos não correspondem a nenhuma forma da Leishmania. A forma epimastigota é típica de outros tripanossomatídeos, como o Trypanosoma cruzi, e ocorre no intestino do barbeiro (vetor), não no sangue humano. Além disso, a Leishmania não apresenta forma sanguínea — no homem, o parasito é exclusivamente intracelular (amastigota).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Promastigotas extracelulares são a forma encontrada no tubo digestivo do flebotomíneo (vetor), e não na lesão cutânea humana. No hospedeiro vertebrado, o parasito não vive livremente no meio extracelular; ele é fagocitado e permanece no interior dos macrófagos. Portanto, a alternativa erra tanto na forma (promastigota) quanto na localização (extracelular) para o contexto da biópsia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Tripomastigotas intracelulares misturam conceitos de outro parasito. A forma tripomastigota é característica do Trypanosoma cruzi (doença de Chagas) e ocorre no sangue periférico (forma tripomastigota sanguínea) ou no interior de células (forma amastigota intracelular). A Leishmania não apresenta forma tripomastigota em nenhuma fase do ciclo. A alternativa confunde os gêneros de tripanossomatídeos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Promastigotas intracelulares é uma combinação impossível: a forma promastigota é sempre extracelular e ocorre apenas no vetor invertebrado. No hospedeiro vertebrado, a forma encontrada no interior das células é a amastigota. A alternativa erra ao afirmar que a promastigota seria intracelular no homem.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A forma amastigota intracelular é exatamente a que se espera encontrar no esfregaço por aposição de biópsia de borda de lesão de leishmaniose cutânea. O parasito, no hospedeiro vertebrado, vive e se multiplica no interior de macrófagos na forma amastigota (arredondada, sem flagelo livre). Essa é a forma diagnóstica clássica observada ao microscópio nesse tipo de exame.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as formas evolutivas e seus locais de ocorrência. O candidato que decora os nomes sem associá-los ao ambiente erra ao marcar "promastigotas" (forma do vetor) ou "tripomastigotas" (forma de outro parasito). A regra de ouro: no homem, a Leishmania é sempre amastigota intracelular; no inseto, é promastigota extracelular. Com essa associação, você elimina as alternativas A, B, C e D de imediato.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental comparando as formas dos principais tripanossomatídeos:

Parasito

Forma no hospedeiro vertebrado

Forma no vetor

Leishmania spp.

Amastigota intracelular (macrófagos)

Promastigota extracelular (intestino do flebotomíneo)

Trypanosoma cruzi

Amastigota intracelular e tripomastigota sanguínea

Epimastigota e tripomastigota (intestino do barbeiro)

Na prova, ao ver "biópsia de lesão" + "leishmaniose", a resposta é sempre amastigota intracelular — memorize essa associação direta.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/qq721134