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Questão de Português — Crase — FEPESE 2022

PortuguêsCrase
Código
qq722377
Banca
FEPESE
Órgão
Prefeitura de Criciúma - SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Municipal

Leia o texto.


O problema da sonegação fiscal é tão antigo quanto os impostos em si. Embora seja comum afirmar que as únicas coisas certas na vida sejam a morte e os impostos, não há dúvida que quase sempre há uma forma de evitar estes últimos, ou pelo menos parte deles. Como os indivíduos, em geral, não gostam de pagar impostos, farão tudo o que puderem para reduzi-los.


(…)


O uso moderno de ferramentas econômicas para a análise da obediência tributária pode ser creditado a Allingham e Sandmo (1972) que estenderam o trabalho de Becker (1968) sobre imposição legal à análise da sonegação fiscal, usando a moderna teoria do risco desenvolvida por Von Neumann e Morgenstern. Desde então, a literatura sobre a análise econômica da sonegação cresceu de forma vertiginosa e, muito provavelmente, nenhum aspecto da obediência à lei tributária escapou ao menos a um exame preliminar.


Sem questionar a relevância de motivações éticas e sociológicas, a análise econômica da obediência tributária focou-se principalmente em como a sonegação pode ser dissuadida pela detecção e pela aplicação de sanções. Trata-se da chamada análise das políticas tributárias de imposição. A tese adotada é a de que o comportamento do contribuinte pode ser visto como o resultado de um cálculo racional, de uma avaliação cuidadosa dos custos e dos benefícios da sonegação. Como mesmo nos sistemas mais simples de imposição tributária os incentivos para cumprimento fiel das obrigações tributárias não são óbvios, esta perspectiva econômica oferece preciosas conclusões que podem ser usadas para derivar medidas apropriadas de políticas públicas.


Por outro lado, dada a complexidade do ambiente econômico em que o contribuinte geralmente toma as decisões acerca da sonegação, constata-se que nenhuma receita simples de política tributária pode ser implementada; não obstante o panorama geral da obediência tributária seja muito mais claro agora do que algumas poucas décadas atrás. Ao menos a literatura mostrou que a sonegação é um problema sério, demasiadamente complexo para ser resolvido, tão somente, por meio de ajustes simples na política tributária, e que o conjunto de instrumentos de controle é bastante vasto.


(Marcelo Lettieri Siqueira e Francisco S. Ramos. Fragmento adaptado de artigo acessado em: www.scielo.br)

Assinale a alternativa cuja frase apresenta o necessário uso da crase como em: “Imposição legal à análise da sonegação fiscal”.
  1. ANota repreensiva a tudo que é ilegal.
  2. BSanções pertinentes a Vossa Senhoria.
  3. CObediência necessária a lei que nos rege.
  4. DRevisão inconteste a seu relatório impreciso.
  5. ERegras aplicadas a ele, sem questionamentos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Obediência necessária a lei que nos rege.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase – Comparação com o exemplo do texto

Gabarito: letra C. A expressão 'Imposição legal à análise da sonegação fiscal' exige crase porque há a preposição 'a' (regida por 'imposição') + o artigo definido feminino 'a' (que acompanha 'análise'). O mesmo ocorre na alternativa C: 'obediência necessária a lei que nos rege' – 'obediência' exige a preposição 'a', e 'lei' é palavra feminina que pede o artigo 'a', resultando em 'à lei'. Portanto, a crase é obrigatória.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

'Nota repreensiva a tudo que é ilegal.' A palavra 'tudo' é pronome indefinido masculino e não admite artigo definido feminino. Portanto, o 'a' é apenas preposição, sem crase. Erro: aplica regra de crase a palavra que não a admite.

Alternativa B — ❌ Incorreta

'Sanções pertinentes a Vossa Senhoria.' 'Vossa Senhoria' é pronome de tratamento. A regra é clara: antes de pronomes de tratamento, crase é proibida. O 'a' é apenas preposição. Erro: esquece a exceção dos pronomes de tratamento.

Alternativa C — ✅ Correta

'Obediência necessária a lei que nos rege.' Como explicado, 'obediência' rege preposição 'a', e 'lei' é substantivo feminino que exige artigo definido 'a', formando 'à'. A crase é obrigatória. A frase é análoga à do enunciado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

'Revisão inconteste a seu relatório impreciso.' O termo 'seu relatório' é masculino e, além disso, o pronome possessivo 'seu' torna facultativo o artigo antes de substantivo feminino (mas aqui o substantivo é masculino). Portanto, não há artigo 'a', e o 'a' é só preposição. Crase inexistente. Erro: confunde gênero e possessivo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

'Regras aplicadas a ele, sem questionamentos.' 'Ele' é pronome pessoal, que nunca admite artigo. Logo, o 'a' é exclusivamente preposição, sem crase. Erro: aplica crase antes de pronome pessoal.

PEGA ESSA DICA!

Para saber se a crase é obrigatória, verifique se o termo seguinte é palavra feminina que admite artigo definido 'a' e se o termo anterior exige a preposição 'a'. Se houver pronome pessoal, de tratamento, palavra masculina ou 'tudo', crase é proibida.

PEGA ESSA DICA!

Até sua Maria

Lembra os casos de crase FACULTATIVA: antes de 'até', antes de pronome possessivo feminino ('sua') e antes de nome próprio feminino ('Maria').

— Crase — casos facultativos

Gabarito: letra C

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