Questão de Direito Administrativo — Improbidade administrativa - Lei nº 8.429 de 1992 e Lei nº 14.230 de 2021 — Quadrix 2022
- Código
- qq789000
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREMERO
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Controle Interno
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado. A afirmativa está incorreta porque o art. 12, § 9º, da Lei nº 8.429/1992, incluído pela Lei nº 14.230/2021, estabelece expressamente que as sanções por atos de improbidade administrativa somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória. A execução imediata, desde a imposição, contraria a literalidade do dispositivo.
A Lei de Improbidade Administrativa (LIA) prevê um sistema de sanções que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, conforme a gravidade do fato (art. 12, caput). Essas sanções incluem perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, multa civil e proibição de contratar com o poder público. A novidade trazida pela Lei nº 14.230/2021 foi justamente a exigência do trânsito em julgado para que tais sanções possam ser executadas, alinhando-se ao princípio da presunção de inocência e à necessidade de segurança jurídica.
A distinção importante é entre a aplicação da sanção (que ocorre na sentença) e a execução (que só pode ocorrer após o trânsito em julgado). O art. 20 da LIA reforça essa lógica ao dispor que a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que a sentença de primeiro grau já autoriza a execução imediata, mas a lei exige o trânsito em julgado.
Art. 12, § 9º — "As sanções previstas neste artigo somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória."
Art. 20 — "A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória."
A afirmativa está errada porque contraria o art. 12, § 9º, da LIA, que condiciona a execução das sanções ao trânsito em julgado. A banca tenta induzir o candidato a acreditar que a sentença condenatória, mesmo sem transitar em julgado, já permite a execução das sanções, o que não é o caso. A regra é clara: a execução só pode ocorrer após o trânsito em julgado, garantindo que o réu não seja punido antes de esgotados todos os recursos.
Gabarito: Errado.
Link permanente: /questoes/qq789000