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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — IBFC 2023

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qq937027
Banca
IBFC
Órgão
SEC-BA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Indígena
O texto de Lynn Mario T. Menezes de Souza “Uma outra história, a escrita indígena no Brasil” traz a passagem: “A nova escrita indígena que nasce de e para a nova escola indígena aparece especialmente quando surge o desejo e a necessidade de reescrever a história indígena, e por que não, de reescrever até mesmo as estórias indígenas, numa tentativa desenfreada de arrancar o poder de autoria das mãos dos tradicionais e históricos tutores das comunidades indígenas” e continua a se posicionar em “Eu sou índio porque nós temos costume de falar nossa língua. E também nós temos costume de dançar a festa do mariri.[...] Por isso é que nós queremos continuar a ser índio. É pelos costumes de nossa aldeia que todo pessoal já conhece. Então não adianta a gente negar a nossa língua e dizer que não é índio. O índio não pode virar cariu, porque é de outro jeito e chama de índio. O índio também é gente. Nós somos índios Caxinauás do Jordão e queremos aprender a língua de português, ler, escrever e tirar conta para não ser roubado pelo cariu”.Ao analisar o contexto e/ou utilizar o seu conhecimento prévio, assinale a alternativa correta.
  1. AMariri e cariu são palavras que demonstram o poder de autoridade dos tradicionais e históricos tutores das comunidades indígenas, conhecidos europeus.
  2. BA nova escrita indígena nasce de e para a nova escola indígena, cumpre o desejo de o índio se manter com suas características indígenas, por isso há a necessidade de priorizar o ensino da língua portuguesa.
  3. CAo negar a língua indígena e afirmar não ser índio, o indígena vira mariri, porque é outro jeito de chamar o índio. Assim, ele se sente gente.
  4. DEspecificamente, neste depoimento, o entrevistado da tribo Caxinauás do Jordão quer saber a língua portuguesa para ler, escrever e fazer conta, a fim de não ser enganado pelo cariu
  5. EO índio afirma ter costume de dançar a festa do mariri.[...] Por isso, ele quer continuar a ser índio, para mostrar ao cariu a sua superioridade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Especificamente, neste depoimento, o entrevistado da tribo Caxinauás do Jordão quer saber a língua portuguesa para ler, escrever e fazer conta, a fim de não ser enganado pelo cariu

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão do depoimento indígena

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reproduz com exatidão o que o depoente afirma no texto: ele quer aprender português para ler, escrever e fazer conta, a fim de não ser enganado pelo cariu. A resposta é literal, como se lê no trecho final:

"Nós somos índios Caxinauás do Jordão e queremos aprender a língua de português, ler, escrever e tirar conta para não ser roubado pelo cariu"

As demais alternativas ou extrapolam, ou invertem informações, ou contradizem o texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa associa as palavras mariri e cariu ao "poder de autoridade dos tradicionais e históricos tutores", mas o texto não faz essa relação. Mariri é referido como uma festa dançada; cariu é o não indígena que pode enganar o índio. Não há menção a "poder de autoridade". Erro: extrapolação (atribui sentido não presente).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto afirma que a nova escrita indígena nasce "do desejo e da necessidade de reescrever a história indígena", mas não diz que isso implica "priorizar o ensino da língua portuguesa". O depoente quer aprender português para se defender, não como prioridade da escrita. Erro: troca de conceito (confunde a finalidade da escrita com a necessidade prática de aprender português).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa diz que "o indígena vira mariri", mas o texto afirma exatamente o contrário: "O índio não pode virar cariu". Também diz que "negar a língua" faz virar mariri, enquanto o texto afirma que negar a língua não adianta para deixar de ser índio. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme transcrito acima, o depoente afirma literalmente que quer aprender português para ler, escrever e fazer conta, com o objetivo de não ser enganado pelo cariu. Não há acréscimo, omissão ou distorção. Correta por compreensão literal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto diz que o índio quer continuar a ser índio "pelos costumes", mas não afirma que seja "para mostrar superioridade" ao cariu. Essa ideia de superioridade é inteiramente alheia ao depoimento. Erro: extrapolação (insere motivação não mencionada).

Conclusão: A única alternativa que se sustenta integralmente com base no texto é a D, por isso é o gabarito.

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