Questão de Direito Administrativo — Princípios da Administração Pública — VUNESP 2018
Direito Administrativo›Princípios da Administração Pública
Código
vu031542
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Os princípios administrativos podem ser utilizados para fins de controle de constitucionalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário, sendo o que se observa na alternativa a seguir:
Aa nomeação de cônjuge da autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão ou de confiança na Administração Pública do Estado viola a Constituição Federal.
Bo ato administrativo eivado de ilegalidade deverá ser revogado pelo administrador público, em obediência ao princípio administrativo da discricionariedade.
Cao titular do cargo de procurador de autarquia exige-se a apresentação de instrumento de mandato para representá-la em juízo.
Dnão é possível a autotutela sobre os atos administrativos após a sua impugnação no Poder Judiciário.
Eo princípio da pessoalidade é corolário da isonomia e da legalidade, sendo centrais à ação administrativa.
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GabaritoA — a nomeação de cônjuge da autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão ou de confiança na Administração Pública do Estado viola a Constituição Federal.
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Princípios Administrativos e Controle de Constitucionalidade
Gabarito: alternativa A. A nomeação de cônjuge para cargo em comissão viola a Constituição Federal, conforme a Súmula Vinculante 13 do STF, que consagra o princípio da impessoalidade (ou moralidade) como parâmetro de controle de constitucionalidade. Essa é a única alternativa que exemplifica corretamente o uso de princípios administrativos para o controle de constitucionalidade de atos administrativos pelo Judiciário.
A Súmula Vinculante 13 dispõe:
JURISPRUDÊNCIA
STF Súmula 13
STF Súmula Vinculante 13:
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação está em perfeita consonância com a Súmula Vinculante 13, que veda o nepotismo com base nos princípios da impessoalidade e moralidade. O Poder Judiciário utiliza esses princípios para controlar a constitucionalidade de atos administrativos, como as nomeações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O ato administrativo ilegal deve ser anulado (não revogado). A revogação aplica-se a atos legais mas inconvenientes ou inoportunos, com base no princípio da autotutela. A banca confunde revogação com anulação e menciona erroneamente o princípio da discricionariedade, que não fundamenta o desfazimento de atos ilegais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O titular de cargo de procurador de autarquia possui poderes de representação judicial inerentes ao cargo, não necessitando de instrumento de mandato para atuar em juízo. A exigência de mandato é para advogados particulares, não para procuradores autárquicos, que são agentes públicos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A autotutela (poder da Administração de anular ou revogar seus próprios atos) não cessa com a impugnação judicial. A Administração pode exercer essa prerrogativa enquanto não houver decisão judicial transitada em julgado. A Súmula 473 do STF expressamente ressalva a apreciação judicial, mas não exclui a autotutela antes dela.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não existe princípio da pessoalidade na Administração Pública; o correto é impessoalidade. O princípio da impessoalidade é corolário da isonomia e da legalidade, vedando a promoção pessoal e exigindo que a atuação administrativa seja voltada ao interesse público. A banca troca o termo, induzindo ao erro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora confusões comuns: (B) trocar revogação (ato legal) por anulação (ato ilegal); (C) achar que procuradores públicos precisam de mandato; (D) acreditar que a impugnação judicial paralisa a autotutela; (E) inventar o princípio da "pessoalidade" em vez de impessoalidade. Treine essas diferenças!
MNEMÔNICO
DHRPD
DDisciplinarHHierárquicoRRegulamentarPPoder de PolíciaDDiscricionário