Questão de Português — Uso dos conectivos — VUNESP 2019
- Código
- vu041304
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- DAEM
- Ano
- 2019
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Agente Municipal de Vigilância Patrimonial

- Aoposição.
- Btempo.
- Cexplicação.
- Dcondição.
- Eadição.

GabaritoA — oposição.
Gabarito: letra A. A palavra "mas" em "Mas não coube no forno!" estabelece sentido de oposição, pois introduz uma ideia que contraria o que se esperava da fala anterior de Hagar. A conjunção "mas" é o conectivo adversativo por excelência: liga duas orações indicando contraste, ressalva ou quebra de expectativa — exatamente o que ocorre no quadrinho.
A questão é de compreensão textual (o comando pede o sentido que a palavra estabelece no contexto), e a resposta está na função semântica do conectivo, não em qualquer dedução externa. Basta reconhecer que "mas" é uma conjunção coordenativa adversativa, cujo valor básico é a oposição entre o que foi dito antes e o que vem depois.
A conjunção "mas" é, por definição, adversativa: indica oposição, contraste ou restrição ao que foi afirmado anteriormente. No quadrinho, Hagar provavelmente diz que vai colocar algo no forno (ou que o preparou), e Helga responde: "Mas não coube no forno!". O "mas" marca exatamente a quebra de expectativa — o que se esperava (que coubesse) é contrariado pela fala de Helga. É o sentido clássico de oposição.
"Mas não coube no forno!"
Aqui, o "mas" opõe a ideia de que algo caberia no forno à constatação de que não coube. Não há tempo, explicação, condição ou adição — há contraste.
Tempo é o valor de conectivos como "quando", "enquanto", "logo que", "assim que". O "mas" não indica quando algo acontece; ele estabelece uma relação de oposição entre ideias. A banca oferece "tempo" como distrator para quem confunde a função do conectivo com a circunstância da cena (o momento em que Helga fala). Erro: troca de conceito — atribui ao "mas" um valor que ele não tem.
Explicação é o valor de conectivos como "porque", "pois" (anteposto), "já que", "uma vez que". O "mas" não introduz uma causa ou justificativa; ele introduz uma ideia contrária. Se Helga dissesse "Não coube no forno porque é grande", aí sim teríamos explicação. Como o conectivo é "mas", a relação é de oposição, não de causa. Erro: troca de conceito.
Condição é o valor de conectivos como "se", "caso", "contanto que", "desde que". O "mas" não estabelece uma hipótese ou condição para que algo ocorra. A frase "Mas não coube no forno!" não expressa "se X, então Y"; ela expressa um contraste com o que foi dito antes. Erro: troca de conceito.
Adição é o valor de conectivos como "e", "nem", "também", "além disso". O "mas" não soma ideias; ele as opõe. Se Helga dissesse "E não coube no forno", teríamos adição (acrescentar uma informação). Com "mas", há uma ressalva que contraria a expectativa. Erro: troca de conceito.
A banca explora a polissemia dos conectivos — o candidato que decora listas sem entender o contexto pode marcar "explicação" ou "adição" por associação superficial. A chave é perguntar: o que o conectivo faz com as ideias? Se ele contraria o que foi dito, é oposição.
Decore os valores básicos dos conectivos coordenativos: e (adição), mas (oposição), ou (alternância), logo/portanto (conclusão), pois (explicação ou conclusão). No texto, teste a relação: troque o conectivo por outro do mesmo valor e veja se o sentido se mantém.
Gabarito: letra A.
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