Questão de Biologia — Introdução ao Estudo dos Animais — VUNESP 2019
Biologia›Introdução ao Estudo dos Animais
Código
vu055211
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFAI
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Anatomia
No que se refere à preparação de mamíferos, com relação às suas medidas, assinale a alternativa correta.
ADevem ser feitas em animais mortos e conservados a mais de um ano.
BDevem ser expressas em centímetros.
CDevem ser tiradas somente com base na sexagem do animal.
DDevem ser tiradas somente com base na espécie do animal.
EDevem ser tiradas com base na identificação da espécie e da sexagem do animal.
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GabaritoE — Devem ser tiradas com base na identificação da espécie e da sexagem do animal.
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Preparação de mamíferos: medidas e identificação
Gabarito: letra E. As medidas de um mamífero, para fins de preparação (taxidermia ou estudo morfométrico), devem ser tomadas com base na identificação da espécie e na sexagem do animal — ou seja, é preciso saber qual animal é (espécie) e qual o sexo dele, pois essas informações são essenciais para a correta interpretação e comparação dos dados. As demais alternativas apresentam critérios incompletos ou incorretos.
A questão trata de um procedimento técnico de preparação de mamíferos, comum em coleções zoológicas, museus e estudos de biologia. A preparação envolve a coleta de dados morfométricos (medidas externas) e a conservação do espécime. Para que essas medidas tenham valor científico, elas precisam estar associadas a informações que permitam identificar o indivíduo e contextualizar os dados.
A identificação da espécie é fundamental porque cada espécie tem um padrão corporal próprio — o tamanho, o peso e as proporções variam enormemente entre espécies, mesmo entre as mais próximas. A sexagem (determinação do sexo) também é crucial, pois machos e fêmeas frequentemente apresentam dimorfismo sexual, com diferenças de tamanho e outras medidas. Assim, medidas tiradas sem esses dados seriam inúteis para comparações ou estudos populacionais.
A banca explora a ideia de que as medidas devem ser feitas com base em critérios complementares — não apenas um, mas ambos: espécie e sexo. As alternativas que mencionam apenas um desses critérios (C e D) estão incompletas, e as que trazem condições irrelevantes (A e B) estão incorretas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as medidas devem ser feitas em animais mortos e conservados a mais de um ano. Isso é incorreto: as medidas devem ser tomadas imediatamente após a morte ou em animais recém-coletados, pois a conservação prolongada (em álcool, formol ou congelamento) pode alterar as dimensões do corpo (retração, inchaço, etc.), comprometendo a precisão. Não há qualquer recomendação de esperar mais de um ano.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que as medidas devem ser expressas em centímetros. Embora o centímetro seja uma unidade comum, a norma técnica não fixa uma unidade obrigatória — as medidas podem ser expressas em milímetros, centímetros ou metros, dependendo do tamanho do animal e do padrão adotado pela coleção ou estudo. O essencial é a consistência e o registro da unidade, não uma unidade específica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que as medidas devem ser tiradas somente com base na sexagem do animal. A sexagem é um dado importante, mas não é o único — a identificação da espécie é igualmente necessária. Medidas sem a espécie não têm significado comparativo, pois cada espécie tem padrões próprios. A alternativa é incompleta e, portanto, incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que as medidas devem ser tiradas somente com base na espécie do animal. O mesmo raciocínio da alternativa C: a espécie é necessária, mas não é suficiente — a sexagem também é indispensável, pois há dimorfismo sexual em muitas espécies. A alternativa é incompleta e incorreta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que as medidas devem ser tiradas com base na identificação da espécie e da sexagem do animal. Esta é a alternativa correta, pois reúne os dois critérios essenciais: saber a espécie (para contextualizar o tamanho e as proporções) e o sexo (para considerar o dimorfismo sexual). Esses dados são registrados junto com as medidas, permitindo que os dados sejam comparáveis e cientificamente válidos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o aluno a escolher uma alternativa que mencione apenas um critério (C ou D), como se a sexagem ou a espécie fossem suficientes. A pegadinha está na palavra "somente": ela torna a alternativa incompleta e, portanto, errada. A resposta correta exige os dois critérios, pois ambos são complementares e indispensáveis para a correta interpretação das medidas.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre procedimentos de coleta e preparação de espécimes, desconfie de alternativas com "somente", "apenas" ou "sempre" — elas costumam ser incompletas ou generalizadoras. Procure a alternativa que reúna todos os critérios essenciais, como a letra E, que combina espécie e sexo.