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Questão de Português — Conjunções: Relação de causa e consequência — VUNESP 2019

PortuguêsConjunções: Relação de causa e consequência
Código
vu057021
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFAI
Ano
2019
Nível
Médio

Leia o texto para responder à questão.

    Clareza, objetividade e sinceridade são as características de quem é assertivo. É ser uma pessoa transparente em intenções e colocações. Olhar no olho ao conversar, voltar-se à pessoa com quem fala (postura) e usar palavras alinhadas à expressão facial e tom de voz firme, claro e moderado revela este aspecto durante a comunicação.

    Para Marcos Gross, autor do livro Dicas Práticas de Comunicação: Boas Ideias para os Relacionamentos e os Negócios, são raros os profissionais com essas qualidades, já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo. “Como ser sincero, quando tenho medo de sofrer retaliações por dizer o que penso?”

    Mas, pondera, engolir sapos faz mal à saúde. “Quando um colaborador não se permite expressar suas opiniões, desenvolve gastrite, dores na coluna, alergias, hipertensão, estresse, entre outros problemas”, escreve.

(Camila Pati, “As cinco regras de ouro da boa comunicação”. Exame.

Em: https://exame.abril.com.br. Adaptado)

Preservando-se o sentido expresso pela conjunção destacada, assinale a alternativa em que se reescreve corretamente a passagem “Para Marcos Gross, [...] são raros os profissionais com essas qualidades, já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo.”
  1. APara Marcos Gross, são raros os profissionais com essas qualidades, caso a capacidade de ser assertivo esteja sujeita a situações de poder no ambiente corporativo.
  2. BPara Marcos Gross, são raros os profissionais com essas qualidades, embora a capacidade de ser assertivo esteja sujeita a situações de poder no ambiente corporativo.
  3. CPara Marcos Gross, a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo, entretanto são raros os profissionais com essas qualidades.
  4. DPara Marcos Gross, como a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo, são raros os profissionais com essas qualidades.
  5. EPara Marcos Gross, a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo, portanto são raros os profissionais com essas qualidades.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Para Marcos Gross, como a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo, são raros os profissionais com essas qualidades.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrevendo a conjunção causal "já que" sem alterar o sentido

Gabarito: letra D. A locução "já que" é uma conjunção causal: introduz a causa de serem raros os profissionais com essas qualidades. A alternativa D reescreve a frase com a conjunção "como" (também causal), mantendo exatamente a mesma relação de sentido, apenas invertendo a ordem das orações. Como se lê no trecho: "são raros os profissionais com essas qualidades, já que a capacidade de ser assertivo está sujeita a situações de poder no ambiente corporativo".

A questão testa o valor semântico das conjunções e a reescritura sem alteração de sentido. O comando pede que se preserve o sentido expresso pela conjunção destacada — ou seja, a alternativa correta deve manter a relação de causa e consequência presente no original. Vamos analisar cada alternativa.

Conjunção

Valor semântico

Mantém o sentido?

já que (original)

Causal

caso (A)

Condicional

❌ Não

embora (B)

Concessiva

❌ Não

entretanto (C)

Adversativa

❌ Não

como (D)

Causal

✅ Sim

portanto (E)

Conclusiva

❌ Não

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A troca a relação de causa por condição: "caso a capacidade de ser assertivo esteja sujeita...". A conjunção "caso" introduz uma hipótese, algo que pode ou não ocorrer. No texto, porém, a relação é de causa — a capacidade de ser assertivo estar sujeita a situações de poder é o motivo de serem raros os profissionais com essas qualidades. A reescrita com "caso" transforma a afirmação em uma possibilidade, alterando o sentido. Erro: troca de valor semântico (causal → condicional).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B usa "embora", que é uma conjunção concessiva: indica uma oposição ou quebra de expectativa ("embora a capacidade esteja sujeita..."). No original, a relação é de causa, não de concessão. A concessão diria que, apesar de a capacidade estar sujeita a situações de poder, os profissionais são raros — o que não é o sentido do texto. Erro: troca de valor semântico (causal → concessiva).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C usa "entretanto", que é uma conjunção adversativa: indica oposição entre as ideias. No original, a relação é de causa e consequência, não de oposição. Além disso, a ordem das orações é invertida, mas isso não é o problema — o problema é o conectivo adversativo, que estabelece uma relação de contraste, não de causa. Erro: troca de valor semântico (causal → adversativa).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D reescreve a frase com a conjunção "como", que também é causal (equivalente a "já que", "porque", "visto que"). A ordem das orações é invertida, mas a relação de causa e consequência é mantida: a capacidade de ser assertivo estar sujeita a situações de poder é a causa de serem raros os profissionais com essas qualidades. A reescrita preserva o sentido original. Correta: mantém o valor causal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E usa "portanto", que é uma conjunção conclusiva: indica uma conclusão ou consequência lógica. No original, a relação é de causa (a capacidade estar sujeita a situações de poder é a causa de serem raros os profissionais). A conclusiva "portanto" inverte a lógica: diria que, como a capacidade está sujeita a situações de poder, conclui-se que os profissionais são raros — mas isso é uma relação de causa e consequência, não de conclusão. Erro: troca de valor semântico (causal → conclusiva).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a conjunção causal por condicional (A), concessiva (B), adversativa (C) e conclusiva (E), testando se você reconhece o valor semântico no contexto. A única que mantém a causa é a D, com "como".

PEGA ESSA DICA!

Identifique a relação de sentido no original (causa) e procure a alternativa que use um conectivo do mesmo grupo (causal). Cuidado com "como" — pode ser causal, comparativo ou conformativo, mas aqui é claramente causal.

Gabarito: letra D.

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