Questão de Português — Pronomes pessoais oblíquos — VUNESP 2021
- Código
- vu065849
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- CODEN - SP
- Ano
- 2021
- Nível
- Médio
- Aameaçam-a / cabe-lo.
- Ba ameaçam / cabe-lhe.
- Cameaçam-a / cabe-o.
- Dameaçam-la / cabe-lhe.
- Eameaçam-lhe / lhe cabe.
GabaritoB — a ameaçam / cabe-lhe.
Gabarito: letra B. A única alternativa que respeita simultaneamente a regência verbal e a colocação pronominal é a B, pois emprega corretamente o pronome "a" (objeto direto) em próclise após o relativo "que" e o pronome "lhe" (objeto indireto) em ênclise com o verbo "cabe".
Na frase original, "ameaçam a humanidade" exige o pronome oblíquo átono de terceira pessoa "a" (feminino singular), já que "ameaçar" é verbo transitivo direto. Além disso, por estar em oração adjetiva iniciada pelo relativo "que", a próclise é obrigatória: "que a ameaçam". Já no trecho "cabe ao poder público", o verbo "caber" rege objeto indireto (cabe a alguém), portanto a substituição deve ser feita por "lhe", e a colocação padrão é a ênclise (após o verbo): "cabe-lhe". A forma "cabe-lhe" é a correta, pois não há palavra atrativa antes do verbo.
"Ameaçam-a" emprega ênclise sem atrativo, mas desrespeita a regra de que após verbos terminados em M (como "ameaçam") o pronome "a" assume a forma "na" ("ameaçam-na"). Além disso, "cabe-lo" usa o pronome reto "lo" (objeto direto), inadequado para um verbo que exige objeto indireto.
"A ameaçam" respeita a próclise obrigatória após o pronome relativo "que" (implícito na reescrita). "Cabe-lhe" usa corretamente "lhe" para objeto indireto e emprega ênclise padrão. Substituição perfeita.
"Ameaçam-a" comete o mesmo erro da alternativa A (ênclise inadequada após "que" e forma "a" inapropriada após M). "Cabe-o" usa objeto direto, incompatível com a regência de "caber".
"Ameaçam-la" é incorreta porque "la" é usado após verbos terminados em R, S ou Z, e "ameaçam" termina em M; além disso, a próclise é exigida. "Cabe-lhe" está correto no segundo termo, mas o primeiro invalida a alternativa.
"Ameaçam-lhe" usa "lhe" para objeto direto, erro grave de regência. "Lhe cabe" emprega próclise desnecessária (não há palavra atrativa antes de "cabe"), e a forma padrão seria "cabe-lhe". Ambos os termos estão errados.
Conclusão: Somente a alternativa B atende a todas as exigências de regência e colocação pronominal.
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