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Questão de Português — Pronomes pessoais oblíquos — VUNESP 2021

PortuguêsPronomes pessoais oblíquos
Código
vu065849
Banca
VUNESP
Órgão
CODEN - SP
Ano
2021
Nível
Médio
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
    Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
    O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
    Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.
(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
Nas frases formuladas a partir das informações do texto – São muitos os problemas ambientais que ameaçam a humanidade; cabe ao poder público protegê-la. – os termos em destaque estão, correta e respectivamente, substituídos, de acordo com a norma-padrão do emprego e da colocação pronominal, em:
  1. Aameaçam-a / cabe-lo.
  2. Ba ameaçam / cabe-lhe.
  3. Cameaçam-a / cabe-o.
  4. Dameaçam-la / cabe-lhe.
  5. Eameaçam-lhe / lhe cabe.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a ameaçam / cabe-lhe.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colocação pronominal na substituição de termos

Gabarito: letra B. A única alternativa que respeita simultaneamente a regência verbal e a colocação pronominal é a B, pois emprega corretamente o pronome "a" (objeto direto) em próclise após o relativo "que" e o pronome "lhe" (objeto indireto) em ênclise com o verbo "cabe".

Na frase original, "ameaçam a humanidade" exige o pronome oblíquo átono de terceira pessoa "a" (feminino singular), já que "ameaçar" é verbo transitivo direto. Além disso, por estar em oração adjetiva iniciada pelo relativo "que", a próclise é obrigatória: "que a ameaçam". Já no trecho "cabe ao poder público", o verbo "caber" rege objeto indireto (cabe a alguém), portanto a substituição deve ser feita por "lhe", e a colocação padrão é a ênclise (após o verbo): "cabe-lhe". A forma "cabe-lhe" é a correta, pois não há palavra atrativa antes do verbo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Ameaçam-a" emprega ênclise sem atrativo, mas desrespeita a regra de que após verbos terminados em M (como "ameaçam") o pronome "a" assume a forma "na" ("ameaçam-na"). Além disso, "cabe-lo" usa o pronome reto "lo" (objeto direto), inadequado para um verbo que exige objeto indireto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"A ameaçam" respeita a próclise obrigatória após o pronome relativo "que" (implícito na reescrita). "Cabe-lhe" usa corretamente "lhe" para objeto indireto e emprega ênclise padrão. Substituição perfeita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Ameaçam-a" comete o mesmo erro da alternativa A (ênclise inadequada após "que" e forma "a" inapropriada após M). "Cabe-o" usa objeto direto, incompatível com a regência de "caber".

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Ameaçam-la" é incorreta porque "la" é usado após verbos terminados em R, S ou Z, e "ameaçam" termina em M; além disso, a próclise é exigida. "Cabe-lhe" está correto no segundo termo, mas o primeiro invalida a alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Ameaçam-lhe" usa "lhe" para objeto direto, erro grave de regência. "Lhe cabe" emprega próclise desnecessária (não há palavra atrativa antes de "cabe"), e a forma padrão seria "cabe-lhe". Ambos os termos estão errados.

Conclusão: Somente a alternativa B atende a todas as exigências de regência e colocação pronominal.

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